24

Mar

Os casmurros do Iraque #2

Pacheco Pereira continua a saga.

O JPP diminui todos aqueles se opõem e sempre se opuseram à guerra no Iraque. Está obcecado (e ele é um homem de grandes obsessões) com os anti-americanos. Até os americanos já perceberam… Até eles já são anti-americanos.

O resto do artigo é uma tentativa sofrível de justificar o Iraque como campo de batalha físico e concreto contra o “terrorismo”. Outra justificação póstuma a 2003. Preocupa-se em tentar assinalar pontos positivos, mas nem os americanos, à excepção da administração, acredita muito nisso. Apenas vêm o dólar a desvalorizar, o petróleo a aumentar e claro, desde 2001, o número de mortos a crescer. Isto tudo enquanto a administração procura continuar a “aterrorizar” (porque o terror é sobretudo psicológico e, para muitos, existe um interesse em mante-lo) as massas.

O JPP fala do Iraque como campo de batalha, mal fala na inexistência de armas de destruição em massa; mal fala nas provas ténues ou mesmo inexistentes de que Saddam e o Iraque serviriam como base para terroristas, antes de 2003; não fala do preço de petróleo e dos interesses económicos ligados ao petróleo e às armas; não fala dos inúmeros ‘contractors’ e do custo directo da guerra; e de muitos outros aspectos se esquece.

Citando: «Ou seja, nem tudo o que aconteceu depois de 2003 se deve à invasão, nem é sua consequência necessária ou inevitável, nem a tem como pressuposto.»

O JPP parte do pressuposto de que o Iraque como campo de batalha contra o terrorismo não “criou” mais fundamentalistas e mais “terroristas”; parte do princípio de que os países só não foram atacados (ah espere… foram) porque existe esse campo; esquece-se que já existia uma campo de batalha, no Afeganistão, que não é nem metade do faroeste que é o Iraque.

«Talvez por isso, fechar o que está a acontecer no Iraque debaixo de conclusões férreas, definidas de antemão desde 2003, e a que pouco interessa a realidade que não seja a dos atentados, é mais do domínio da propaganda do que da realidade.»

O JPP não percebe que ele é que adoptou uma tese antes de 2003: de que a guerra era justificada; e jura e, pelo que se vê, jurará ad eternum por essa tese, seguindo a evolução das diferentes justificações. Justificações póstumas, desesperadas. Pura propaganda pra justificar o injustificável. Propaganda que é acompanhada da manutenção do terror, por mera decisão política, nas massas, através dos media e das constantes declarações oficiais. O JPP não vive na realidade. Nem sequer na propaganda. Viva num estado de completa ilusão.

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