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Jun

O país fica de tanga

“Todos temos que tirar lições do que aconteceu nestes três dias. Uma das lições que tirei: nalguns momentos eu senti o Estado vulnerável”

Lembram-se do Almeida Santos e da dinamitação da ponte 25 de Abril? Também por essa altura (mas não a propósito do aeroporto) surgiu um estudo que identificava várias dezenas de pontos que poderiam afectar seriamente “o Estado”. Pontos, infraestruturas e afins sem os quais se viveriam, asseguravam no estudo, o Estado estaria vulnerável e fortemente susceptível a passar tempos (ainda) mais difícieis. Ao menos que esta última semana sirva como lição para resolver não só estas vulnerabilidades sentidas nos últimos dias (assegurar o transporte de mercadorias por combóios, sem grandes voltas, mais eficiente, construção/determinação de pontos “centrais” de armazenamento e distribuição regionais, multimodais, por exemplo), mas também essas outras, muitas outras, que estavam contidas no tal estudo.

Se não vão surgir arguidos, nem processos disciplinares por incumprimento das obrigações, policiais e não só, de levantar autos de notícia e denunciar tudo o que viram… ao menos que daqui saiam medidas concretas para eliminar ou minimizar estas vulnerabilidades.

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