16

Feb

Coesão à saída da crise

Se os Estados europeus conseguirem resistir à tentação proteccionista, estes e a Europa sairão desta crise mais rapidamente – dizem. Mas, mais importante do que isso – que acontecerá eventualmente -, a UE arrisca-se a sair mais coesa. É isso que indica a viragem das intenções na Irlanda, quanto à aprovação do Tratado de Lisboa, que, fiando na interpretação feita, ocorre devido à crise. É um fugir com o cauda entre as pernas, de volta ao conforto da mãe-UE, após um tempo de grande prosperidade que a Irlanda sozinha viveu.

Chamar, como estou a chamar a isto, um fortalecimento da coesão é arriscado. Pode-o ser apenas na aparência, se os Estados não aprenderem a lição que a Irlanda está a dar. Meses antes, a Islândia, que estava só, sucumbiu, refugiando-se no apoio de países da UE. A Irlanda, os irlandeses, perceberam que a prosperidade sem a união. É o exemplo clássico da exploração máxima dos benefícios que a UE pode providenciar aliado à tentativa de ignorar as contrapartidas e obrigações que daí advêm.

Se as alturas de crise estão cheias de oportunidades, a do fortalecimento da coesão é uma das que se apresenta à UE.

Últimos Posts