2

Feb

Re: O investimento desportivo em Braga

Diz o Pedro Morgando no Avenida Central:

Também incompreensíveis, são as palavras de Alex Prata no blogue Geração Braga 2009, ao perguntar «porquê €440,000 para o S. C. Braga e zero para os restantes?», referindo-se aos apoios que foram concedidos pela autarquia bracarense ao «programa de desenvolvimento desportivo que o Sporting Clube de Braga

se se acredita que a Câmara Municipal deve delegar algumas das suas competências na sociedade civil, então o Sporting de Braga parece ser um agente natural e privilegiado na promoção da actividade desportiva e na formação de atletas.

Não acho escandalosa essa atribuição de verbas. Não acho correcta, mas não é escandalosa.

Se parece natural (e admito que sim) que essa delegação de competências recaia sobre o Sporting de Braga, acho que isso é um tremendo erro. É certo que tem outras modalidades, mas o principal foco está na actividade futebol. É assim em todos os clubes nacionais. Não é diferente no Braga. Daí ser mais importante a diversificação. Porque até pode existir esse investimento de 440 mil euros na formação. Mas não existe continuidade, ou sequer condições, a nível profissional. Aliás, o blog do município de Braga, para o qual linkam no Geração Braga 2009, referem mesmo que solicitam um acréscimo de 10% no valor do apoio, devido à criação de uma equipa de boccia e de duas novas equipas de futebol de formação.

Pegando no título dado ao post no blog do município, procura-se apoiar (mais) quem já apoia os mais jovens. Não se procuram outras entidades que queiram – e tenham projectos – apoiar os mais jovens. Ao não se dar esse apoio, não se está a possibilitar que essas outras entidades possam apoiar os mais jovens com o mesmo ênfase que é permitido ao Sporting de Braga. Numa cidade que tem três clubes de âmbito nacional, não se percebe bem. Percebe-se que existe iniciativa para além do futebol. Que essa inciativa subsiste com algum custo. Percebe-se que provavelmente existira maior inciativa, até noutras modalidades, se existisse essa vontade inicial de apoiar, de apostar.

Mas escandalosa foi a decisão de construir um monumento arquitectónico, em vez de um mero estádio, com todos os custos exorbitantes que lhe estiveram inerentes.
Custos comparáveis aos estádios de +55000 pessoas que foram construídos (não me recordo do custo exacto, mas excedia os 100M, pese embora apenas uma parte ter sido paga pelo Município; uma parte considerável, pois trata-se de um estádio municipal, feito AXA).

Não só isso prejudicou directamente outros clubes desportivos de Braga (donde sobressai o ABC, que continua naquele pavilhão miserável), como também hipotecou durante anos o projecto de infraestruturas desportivas que existia para aquela zona.

Certamente que sobraria dinheiro para outras investimentos, como a recuperação urbana de Braga, da recuperação e construção de parques (jardins) e a recuperação do centro histórico.

Existem ainda outros apoios indirectos, como a construção de sintéticos em todas as freguesias. Se não existem projectos para todas as freguesias, se o PS ganhar as autárquicas, para lá se caminha. Temos pavilhões, temos piscinas e agora sintéticos. Falta de infraestruturas não existe. Até existe em excesso. Mas as condições à prática de desporto não se resumem a essa existência.

29

Jan

Que honra e reputação?

Sairam agora uns castigos da Liga ainda em relação a “difamações” no Benfica – Nacional. Com certeza que, a seu tempo, também vão sair em relação ao Benfica – Braga e Braga – Porto, aí já em relação a jogadores e dirigentes do Braga.

Sobre isso digo apenas o seguinte: dificilmente palavras que “ninguém” ouviu poderão ser mais atentórias da honra e reputação do que os erros que os próprios “difamados” cometeram publicamente, em grave prejuízo de um clube.

Correcção: pelos vistos uma das penalizações foi por algo que toda a gente ouviu. É grave. Porque se tratava de uma mera observação de um facto que toda a gente testemunhou. Eu até pensei que lhe tivesse chamado filho de não sei quê…

5

Jul

O condutor de domingo e o desespero

20

May

Autoritabol

«Contudo esta intenção do Benfica em relação à Taça da Liga poderá não ser tão clara. Segundo os regulamentos, se a prova for aprovada em AG da Liga o Benfica é obrigado a participar. Se a maioria votar a favor da Taça da Liga os «encarnados» terão mesmo de participar na prova, pois caso contrário também não poderão participar no campeonato.»

Por amor de deus, à 1001 formas de minar a credibilidade de uma competição. Digo algumas: Não apresentar o número mínimo de jogadores para começar uma partida (algo que o Barcelona já fez) ou apresentar os infantis (ou outra equipa das camadas jovens) para jogar (é possível, pois geralmente os jogadores das formações não precisam de ser inscritos). 1001. Estou certo que não podem obrigar ninguém a jogar com jogador X ou Y. Aliás, não podem obrigar a jogar sequer. Podem até apresentar 11 jogadores e eles sentarem-se no campo mal o arbitro apite. Qualquer que seja a forma escolhida, será bonito ser for algo original e verdadeiramente irritante.

PS:O objectivo desta Liga (sim, a fase final é uma liga, todos contra todos) é claramente ter mais uns quantos Benfica – Porto, Porto – Sporting e Sporting – Benfica por época. Afinal, isto tá a ser feito por receitas e não só são os clubes com mais adeptos, como também são os clubes com maiores estádios. O que equivale a dizer: dinheiro. Só falta obrigarem o Benfica a ganhar a Taça!

30

Apr

«Para ir para o At. Madrid continuava no Sporting»

Diz o Nani.

Como o percebo… mais vale ficar num campeonato onde a mediocridade reina – mas ser vedeta aí!

30

Apr

Futebol por cá

Ontem percebi porque Pedro Henriques não é internacional. Como é possível ter não expulsar Caneira, quando teve até duas oportunidades para o fazer? Primeiro por vermelho directo, pois ali, marcando falta, tem de o ser; e depois mais para o fim, num lance de contra-ataque, o segundo amarelo. Enfim, o deixa andar é um estilo discutivel e ambos os lados até poderão ter razões de queixa em relação a isso, mas a 1ª do Caneira foi gritante, marcando falta, é óbvio que tem de ser vermelho. Mas de resto, o resultado foi justo nem a arbitragem é desculpa para nada. Jogo mediano, cansado mas disputado.

Os treinadores do Sporting e Benfica são fraquíssimos e há lá jogadores fraquíssimos, mas há uma coisa que me irrita.
Não é o Porto ir, provavelmente, ganhar o campeonato. É o Ricardo Costa ser o capitão e Bruno Alves, que continua o legado de caceteirismo das Antas, ser titular. Bruno Alves já tinha sido de certa forma irradiado, por Co Adri, depois de andar a distribuir cabeçadas num jogo à uns anos. Jesualdo à falta de melhor lá teve de o desirradiar.

Diz tudo sobre a qualidade actual do futebol português.

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