20

Oct

Colin Powell vota Obama

Como twittei na altura, o Colin Powell anunciou o seu apoio ao Barack Obama.

No blasfémias, o CAA recorda o célebre episódio da ONU e os seus contornos peculiares.

Porquê?

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I’m also troubled by, not what Sen. McCain says, but what members of the party say, and it is permitted to be said such things as:  “Well,  you know that Mr. Obama is a Muslim.”  Well, the correct answer is:   he is not a Muslim.  He’s a Christian.   He’s always been a Christian.

But the really right answer is:  What if he is? Is there something wrong with being a Muslim in this country?  The answer is:  No, that’s not America.  Is there something wrong with some 7-year-old Muslim-American kid believing he or she can be President?

Yet I have heard senior members of my own party drop the suggestion:  he’s a Muslim, and he might be associated with terrorists.  This is not the way we should be doing it in America.

Mais aqui, no salon.

19

Oct

Votos manipulados

Já está a acontecer… e o pior é que não existe meio de recontagem, já que esta informação não é passada para papel.

At least three early voters in Jackson County had a hard time voting for candidates they want to win.

Virginia Matheney and Calvin Thomas said touch-screen machines in the county clerk’s office in Ripley kept switching their votes from Democratic to Republican candidates.

“When I touched the screen for Barack Obama, the check mark moved from his box to the box indicating a vote for John McCain,” said Matheney, who lives in Kenna.

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Mais sobre fraudes nestas eleições, aqui – vote purging.

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17

Oct

McBush

Ou muito me engano, ou nos próximos dias o Obama vai passar ‘ads’ com isto. Aliás, isto é do canal de youtube da sua campanha.
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John McCain may say he is not George Bush, but he did everything in his power to get him elected and re-elected president.

E o entusiamo com que ele o diz… O O’Reilly percebeu logo a argolada.

16

Oct

Debate Final

Penso que o Obama ganhou claramente este debate final. Já aqui tinha referido há dias uma frase que a Michelle Obama proferiu (e que o Barack também disse hoje): “disagree without being disagreable”. Esse é um importante aspecto a nível de registo.

Outro ponto que nas sondagens aparece como um dos mais importantes deal-breakers para os indecisos. O carácter.

Não contei o tempo, mas o McCain gastou, seguramente, mais de metade do seu tempo em ataques pessoais: ataques ao carácter. Suportou-se muitas das vezes em factos e, se não foi sempre refutado pelo Obama, foi a larga maioria das vezes.

O Obama não fez um único ataque ao carácter do McCain (ou da Palin) e teve oportunidades mais do que suficientes para o fazer, (o exemplo mais gritante) particularmente quando o McCain falou de um congressista não afiliado com a campanha do Obama que fez afirmações e comparações relacionadas com o segregacionismo. A Palin, a própria candidata a vice-presidente, fez comentários (talvez dos mais graves, de entre os que ela fez), acusando-o de ser um amigalhaço de terroristas conhecidos. Enfim, é verdade que o Obama o referiu, como referiu outros aspectos da publicidade que passa nas televisões, mas porque sobre isso foi (foram) questionado(s). Simplesmente não gastou 5 ou 6 minutos a fazer acusações de carácter, em cada tema sobre o qual foram questionados.

O Obama fez sim ataques às políticas e a votações/acções passadas, como em muito menor escala, o McCain também foi fazendo. Especialmente marcante foi o momento em que o McCain ficou genuinamente com cara de parvo quando percebeu que o ‘Joe Plumber’ (o público alvo predominante neste debate) não ía sofrer multas (no que se refere à questão dos seguros de saúde), porque, simplesmente, estaria isento; ataque à política, sobre a multa, à qual o McCain até dedicou algum tempo.

Em suma, o Obama preocupou-se sempre em refutar as acusações, nunca se limitando a essa refutação, introduzindo as suas ideias (como aquando do ataque final do McCain, quanto a uma votação sobre o aborto no Illinois) e as suas políticas. Acho que quem viu ficou muito melhor informado sobre as ideias e políticas do Obama do que as do McCain. Isso, sem dúvida alguma.

E por último, o McCain deu ideia de algum desconforto, tensão, nervossismo ao longo do debate. Os (longos) momentos em que tinha de estar a ouvir o Obama a falar foram bastante curiosos, sobretudo em comparação com o Obama, que sempre pareceu mais descontraído. Talvez nem referisse este aspecto, não fosse o final do debate, em que o McCain diz várias vezes, freneticamente, ‘good job’, ‘good job’, [...], ao mesmo tempo que cumprimenta o Obama; e ainda faz uma monumental careta, quando se engana no caminho(…) a percorrer para cumprimentar o pivot.

10

Oct

Disagreeing Without Being Disagreeable

A Michelle Obama esteve à dias no Larry King Live e referiu algo que define, por completo, assim como distingue profundamente ambas as campanhas.

Recentemente temos visto (OK, talvez não muito em Portugal), o McCain e sobretudo a Palin numa estratégia extremamente agressiva: a expressão attack-dog e pitbull têm sido recorrentemente utilizadas em relação à Palin, por exemplo.

A expressão que a Michele utiliza é “disagree without being disagreeable”, no sentido em que podemos discordar até quanto a assuntos fundamentais, mas que não se procura (ou não procura a campanha de Obama) demonizar a pessoa com quem discorda.

Apesar de tudo e apesar da “Dirty Politics” que se tem falado recentemente, há sempre um que vai sempre mais abaixo, há sempre alguém bastante mais agressivo.

#1, #2

O videocast está disponível aqui, mas só tem até 4 videos, por isso, só lá está temporariamente.

7

Oct

Don’t Vote

http://www.vimeo.com/1867558

10

Jul

FISA: a morte dos direitos civis/constitucionais

19

Jun

John McCain: Yes We Cunt!

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«”He Said It First” has quickly become a YouTube hit. As of this writing, it was #1 today on YouTube comedy and #3 on Digg.com. Effectively criticizing how the media bailed on covering one of this year’s stories from the trail because it involved the most vulgar and misogynist word in our vocabulary, the video may not be for the purest of heart.»

5

Jun

A arrogância e a incompetência saem caras

Voltando um bocadinho atrás, a SAD do Porto decidiu não recorrer. Não foi por receio de perder pontos no próxima época, como alguns afiançam. Decidiu. Pronto. Foi um acto de pura arrogância.

Claro que agora, em desespero, dizem que o recurso do Presidente aproveitará à SAD, dizendo também agora que só não recorreram para não perderem os 6 pontos na próxima época. Será? Não recorreram, passou o prazo. O desespero não lhes permite perceber que, se pretendem que o recurso aproveite à SAD (vamos entrar, também, na fantasia), então isso significará que, potencialmente, perderão os 6 pontos na próxima época. Já alguém os avisou dessa contradição?
Claro que também dizem, agora, que terá sido essa afinal essa a única razão porque não recorreram, em nome da SAD.

Diz também o Pinto da Costa que tem a certeza absoluta que vai ganhar na Federação e que vai ganhar na UEFA. Tanta certeza, tantos pareceres de ilustres juristas, mas afinal, porque razão tinham então receio de perder os 6 pontos na próxima época? Se existe a certeza de que vão ganhar em todas essas instâncias, porque não recorreram? Contradições… Desespero.

Também me parece evidente que a UEFA não anda a dormir e se apercebe perfeitamente, porque se tratam de declarações públicas, de que a decisão do Conselho Disciplinar da Liga é definitiva e que não houve recurso nenhum e que esse prazo já passou.

PS: Até o Miguel Sousa Tavares já abriu os olhos e já declarou que não irá votar no Pinto da Costa nas próximas eleições, porque apesar de apontarem o dedo ao Benfica (ainda não percebi esta) e ao Ricardo Costa (Liga), foi a SAD e os seus dirigentes que decidiram, de livre vontade, não recorrer e até fizeram um anúncio de tal vontade cheio de pompa e circunstância.

19

Mar

Re: «O que são hoje as Associações Académicas?»

Antes de mais, o post acabou por ficar *mesmo* muito grande por isso tentei organizá-lo e fazer uma distinção mais clara por pontos, por assuntos e com negritos, para facilitar a leitura

O professor Joaquim Sá, da UMinho lança o desafio-questão (na verdade, uma série delas), em resposta a um post meu:

«O que são hoje as Associações Académicas?

Em tempos idos as Associações Académicas eram independentes de qualquer poder, tinham uma ligação forte e genuína com a massa estudantil, eram verdadeiras escolas de formação cívica e democrática.

E hoje o que são?

O que é a AAUM?

É realmente representativa dos estudantes?

Os jogos de poder em que se envolve regularmente tem a ver com os interesses dos estudantes»

1.
A taxa de abstenção das últimas eleições para a AAUM parece-me um bom ponto de partida. 85% e um presidente, candidato único e a renovar o mandato, satisfeito com esses números (não tenho uma ideia exacta, mas estudarão 15000 alunos na UMinho?). As conclusões imediatas são o total alheamento dos estudantes. Mas quais as causas?

  • Será desinteresse? Em parte.
  • Será pela falta de oposição? É uma hipótese, apesar de isso me parecer uma consequência e não uma causa.
  • Será por a face visível da AAUM ser a(s) “Gata(s)”? Vísivel, porque também existe uma face invisível a que a Vanessa aqui se refere.
  • Será pela continuidade do mesmo grupo de pessoas à frente da AAUM, mais do que a mera falta de oposição? E porque é que não há oposição?
  • Será por, apesar de tal afectação ser legalmente proibida, existir uma espécie de consórcio entre os vários partidos do centro-esquerda à direita? Saltam à vista figuras associadas directa ou indirectamente às Jotas. Saltam também à vista os “padrinhos” das associações (não sei quem é actualmente, mas à alguns anos atrás era o Marques Mendes).
  • Será por os dirigentes máximos serem aqueles que se arrastam no curso ou se deixam arrastar, de propósito, para poderem “assaltar” essa posição de destaque? E assaltar será um exagero, pelos últimos largos anos, a AAUM tem sido praticamente uma monarquia: uma sucessão dinástica (a direcção actual é a “continuidade” desde 2001).

Não tenho respostas definitivas mas parecem-me todos factores determinantes.

Parece-me que neste último ano já nem os tais jogos de poder terão existido, pois parece haver um consenso entre as jotinhas todas de que assim se arranjam panelas para todos e todos têm “direito” ao seu mini-trampolim para a política dos mais crescidos. O contraste com o que se passa anualmente na “luta” pela associação, por exemplo, da FEUP é gritante. Não tem comparação possível.

Nota: aqui refiro-me várias vezes aos “jotinhas” e corro o sério risco de estar a generalizar e a ser injusto com alguns/muitos que façam parte da AAUM, mas “eles andem aí”… e o barrete há-de lhes servir. Os outros que me perdoem.

2.
Mas que dizer da inexistência de uma voz una, pelo menos em questões-causas essenciais, entre as várias associações académicas/de estudantes?

  • Bolonha (a aplicação em concreto) teria sido um bom – talvez o melhor – pretexto.
  • As propinas teriam sido um bom pretexto.
  • O desinvestimento directo no Ensino Superior teria sido um bom pretexto – que conduz até ao risco da insuficiência de remunerações.
  • A construção de estruturas supérfulas, ao mesmo tempo que esse desinvestimento e aumento das propinas acontecia, – como o tal campinho de golfe em Azurém -, teria sido um bom pretexto.
  • O RJIES

E muito mais haveria por onde se pegar. No mínimo, exigia-se que cada uma dessas causas tivesse tido uma resposta ao nível da que a antiga direcção do “Acadé.ico” teve quando esta foi demitida pela direcção da AAUM – decisão mais tarde considerada ilegal pelo conselho fiscal – e que acabou por gerar um protesto com alguma visibilidade. Pelo menos, porque até nem foi assim algo de extraordinária. Mas algo daquela dimensão já seria agradável. Nada se faz, nem na UMinho, nem nas outros universidades, nada digno de registo. Já à uma data de anos.

E falando em pequenas coisas nas quais também denota a sua inércia:

  • Recentemente a AAUM foi capaz de fazer pressão para que, pelo menos neste ano, fosse ainda possível fazer melhorias a cadeiras realizadas no mesmo ano. Mas só avançou nesse sentido após uma pressão intensa de representantes do curso de Direito – alunos e docentes.

Coisas simples. Com impacto. Que nem envolvem grandes protestos, grandes causas. Coisas que mudariam bastante a vida dos estudantes. Coisas no interesse dos estudantes. Coisas não no interesse de uma inc
rível minoria que vai à Gata na Praia (e que apesar de já montarem tenda para se inscrever, tal apenas sucede por as inscrições seram limitadas); mas no interesse dos que estudam – e porque quem vai à Gata na Praia também estuda, não estou a fazer nenhum juízo de valor com esta referência.

Há que estabelecer prioridades.

A da AAUM é claramente: o “Enterro”, a “Gata na Praia”, a “Semana da Euforia” ou a “Latada” – as festividades. E respondendo directamente a uma das perguntas do professor: Não, é evidente que a AAUM não prossegue os interesses maiores dos estudantes.

3.
Mas falta fazer referência a um ponto que considero essencial e que está a mudar o status quo para um status bem pior. Bolonha.

Claro que, quanto às intenções, Bolonha é muito bonito.

Aquilo a que me quero referir é às consequências de Bolonha em relação ao associativismo (ideia que já tinha lançado neste post sobre Bolonha e o impacto nas férias dos estudantes).

Notam-se muito menos iniciativas neste ano que ainda vai a meio. Não da AAUM, essa continua sensivelmente na mesma. É o “pequeno” associativismo – quer na forma de núcleos, quer na forma de associações de estudantes de cada curso – que está a pagar. Quando realizar iniciativas? Quando arranjar tempo para as organizar, fazer os convites, publicitar? Quando é que as pessoas que não as organizam têm disponibilidade para as frequentar?

Um exemplo do antes e depois:

  • Mesmo a AEDUM, a associação de estudantes de Direito, que até é bastante numerosa, acabou por realizar apenas dois dias de conferências (quando costumava realizar três) e este ano optou por temas que interessam única e exclusivamente alunos e juristas (quando havia uma tradição por temas mais abertos) e das 8 pessoas que nelas participaram (incluindo moderadores) 4 estavam ligados à escola e uma das outras 4 era familiar de uma das pessoas que faz parte da organização. Não que tenham tido uma fraca adesão, nem que tenham sido um insucesso, mas antes de Bolonha não era assim as pessoas da Escola geralmente eram convidadas para moderar e procurava-se convidar, sempre que possível, pessoas de fora.
  • A ELSA, a outra associação de Direito até terá sido a responsável por uma das conferências mais célebres da UMinho, ao ter “provocado” a presença de dezenas de agentes do corpo de intervenção da GNR à Universidade, por ocasião de uma conferência sobre o conflito israelo-palestiniano.

É verdade que Bolonha puxa muito mais pelos alunos. Exige frequência e acompanhamento das aulas. Exige muito mais trabalho, que apesar distribuído ao longo do ano não deixa de ser bastante pesado e bastante consumidor em termos de tempo.
Em caso de dúvidas, os donos dos bares a elas respondem.

Mas como refere o professor, esta parte também é altamente formativa. Esta parte também é Universidade. Também faz parte da formação cívica e democrática. Se “pedir” tempo/disponibilidade para de vez em quando “perder” um dia a ir a Lisboa ver um concerto ou assistir a um espectáculo é muito – só por pura sorte é que calha numa data conveniente -é demasiado; pelo menos esta parte, apesar de ser uma consequência bolonhesa menos visível e um fogo que não exige que seja apagado imediatamente pelos extintores das várias escolas, acredito que irá crescer até os outros alarmes pararem de tocar e, quando derem conta deste fogo oculto, temo que toda uma geração terá passado sem essa experiência.

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