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Oct

Re: Terão os blogs já um sabor bolorento a 2004?

No Certamente!, o Raúl Pereira, fez um post, como convidado, onde repetia a questão colocada no wired.com:

Terão os blogs já um sabor bolorento a 2004? (clicar para ler todo o texto do Raúl)

Este artigo perturbou-me um bocado. É simples, curtinho, mas bate como uma chávena de cafeína com água: «E… e se o gajo tem razão?».

Clique para abri o artigo da Wired. (imagem tirada do Certamente!)

Parece-me que não se trata tanto de fechar blogues ou não abrir blogues. Trata-se, isso sim, mais de se proceder a uma redefinição do que é um blogue.

Aliás, ele refere isso mais à frente. Um blogue, hoje, não é um “diário” escrito na web. Um blogue é o que uma pessoa quiser. Mas quando se fala em blogue, já não se fala nesse blogue “diário”, mas sim no blogue “plataforma”. O WordPress só por tradição é que ainda é denominada de plataforma-blogue. O WordPress é praticamente um CMS. É melhor do que muitos auto-denominados CMS.

Ainda, quando se refere aos blogues profissionais, refere-se a magazines. Sempre existiram magazines na web. Simplesmente não tinham adoptado plataformas-blogue, adoptavam, em tempos mais remotos, estruturas mais arcaicas ou hand-made.

Por isso, o que é um blogue? Um blogue é um web diary, pessoal ou de uma colectividade; ou blogue é tudo o que tiver como base uma determinada plataforma?

De resto, concordo em absoluto com o Raúl, quando se refere ao blogue, pessoal, como frontend da individualidade (ou, em certos casos, de uma colectividade). Um blogue pode facilmente conter os feeds do youtube, do twitter, do vimeo, do flickr, do que se gostou no digg, no reddit, no mixx ou no domelhor.

Em suma, um lifestream. E lifestream num sentido mais lato do que as meras aplicações que agregam os feeds dessas “web sociais”. O blogue, pessoal, faz todo o sentido, nos dias de hoje, já não como puro web diary, mas como lifestream dessa pessoa.

Trata-se, então, de uma mera questão de (re)denominação dos conceitos. De aceitar e compreender as suas ramificações. E é por isso que acho que o artigo do wired.com é descabidamente dramático, no tom, apesar de muitos dos factos que apresenta serem verdade, se nos despreendermos das denominações que o wired.com tem como convencionadas e estáticas, desde 2004.

# Aditamento

Mais uma reacção ao texto original, do wired.com, aqui.

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