19
Jul
Beliscão
«Nem quero imaginar o que se escreveria sobre o anterior líder social-democrata se ele, em escassas seis semanas, não tivesse divulgado uma proposta, estivesse em hibernação enquanto os camiões bloqueavam o País e culminasse tal período de ausência com a pomposa declaração de que o casamento era um magistério virado em exclusivo para a procriação!»
Há que dar crédito a Menezes quando tem razão. E nem neste excerto nem no resto do artigo (bem longo), se pode dizer que esteja a fazer oposição. É um mísero reality check. Kudos para ele, que podia falar demais… mas a MFL, em comparação, está morta. Não reage. Nem reage para propor medidas, nem para fazer oposição. Não percebo como é que os militantes do PSD elegeram uma líder que não tinha propostas visíveis (poderá vir a ter… mas não tinha na altura das eleições e ainda não tem, hoje). Nome, só nome.
A MFL entretanto já recuou. Pode-se dizer isso? Talvez não. Esclareceu que nunca saiu da mesma posição:
«Alcochete é para avançar. Manuela Ferreira Leite não vai pôr em causa a decisão do Governo sobre a construção do novo aeroporto na margem sul. Mas os sociais-democratas também não vão ceder nas exigências ao Executivo de José Sócrates no que toca aos restantes investimentos públicos anunciados.
O PSD exige saber quais os encargos anuais que o Estado vai ter nos próximos anos com os investimentos públicos – desde as novas concessões rodoviárias e respectivas concessões ao TGV e às barragens. E vai solicitar ao Governo que entregue no Parlamento os mesmos dados que apresentou ao Presidente da República.»
E como se sabe, foi no reinado dela que foram assinados os acordos e estabelecidos prazos com Espanha para o TGV. Restam as barragens? Vai ser emocionante. Tão emocionante como tem sido até agora. Ao menos o LFM ainda alegrava o povão com as suas tolices.








| April 6, 2008