5

Apr/09

Actual Evidence

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28

Mar/09

Provedor: procura-se mulher jovem e geek

Se o PS tem responsabilidades acrescidas, enquanto maioria, pela morosidade de todo o processo; nada impedia, a não ser uma suposta tradição, que o PSD, ou qualquer outro partido, tivesse encetado em conversações sobre o assunto. A maioria exigida é de 2/3, não discrimina partidos.

A verdade é que o PSD, na pessoa de Ferreira Leite, não recusa Jorge Miranda. Citando a TSF: «A líder do PSD acrescenta ainda que o nome de Jorge Miranda lhe agrada tanto quanto o nome que propôs.»

Acrescenta a Ferreira Leite que «o PSD fez uma proposta de um perfil que não foi respondida e nós também não temos nenhuma resposta relativamente à proposta que está colocada em cima da mesa». Admitindo que também o PS não respondeu, isso perde toda a relevância dada toda a gravidade inerente (que passou mais ou menos despercebida) ao perfil traçado pelo PSD, aí já pela caricata pessoa do líder do grupo parlamentar que é o Paulo Rangel:

Ao mesmo tempo o PSD, que hoje também iniciou uma ronda de conversas defende um perfil que encaixa no nome que tinha proposto: mulher, jovem, ligada às novas tecnologias e ao ambiente.

Que esteja ligada às novas tecnologias e ambiente, whatever. Mas estabelecer no perfil que tem de ser mulher e jovem? O Paulo Rangel deve andar a sonhar com a Joana Amaral Dias e ninguém o avisou que estavam lá os jornalistas…

Mas enfim. por isso (e não só), as declarações do Paulo Rangel a dizer que a gestão socialista é inaceitável e partidarista não se percebem. Curiosamente, também o Marcelo Rebelo de Sousa defende a ideia que o Jorge Miranda é demasiado velho. Recuando alguns dias e lendo o que a Ferreira Leite diz, transparece perfeitamente que a birra e o partidarismo está, neste caso, absolutamente do lado do PSD. Não?

«Numa declaração na sede do PSD, Ferreira Leite disse que «faz todo o sentido que a indicação do Provedor de Justiça seja da iniciativa da oposição e não do partido que está no poder»»

Algo que nem sequer a tradição dita, com a excepção dos anos de Guterres. Também não se tratou de um delírio passageiro, pois o Paulo Rangel repetiu-o com ainda maior gravidade, pois acrescentou que «o nome proposto tem de ser susceptível de receber o voto favorável dos deputados do PSD», o que, claramente, leva a ideia que defendiam de ter de ser a oposição (presumia-se, em geral) a nomear o Provedor a um total absurdo.

Dificilmente se encontrará alguém tão bom – uma escolha de sonho, para o cargo – como o Jorge Miranda para o cargo de Provedor de Justiça. Porque não basta convidar. É necessário que essa pessoa aceite. É até uma pessoa que, pelas posições de (in)constitucionalidade que tem defendido, não pode ser acusado de um qualquer partidarismo.

De sonho, não só por ser uma das mais eminentes figuras vivas do Direito Português, um professor catedrático, especialista em direito constitucional; mas também porque é uma figura com notoriedade pública, que os media ouvem e querem ouvir, o que, só por si, aumentaria descomunalmente o tempo de antena dado nos media ao que o Provedor de Justiça tem a dizer.

Tanto esse como o nome apontado pelo PSD caíram. Os outros partidos não deixaram dúvidas de que o processo teria de voltar a zero, com essa queda como consequência. Parece-me inevitável, mas mau. Isto, apesar de, nas palavras do Bernardino Soares, o perfil ideal (já sem birrices de “mulheres” e “jovens”) para o Provedor de Justiça ser, exacta e excelentemente o do Jorge Miranda:

Bernardino Soares defendeu que o Provedor de Justiça tem de ter «um perfil de independência, garantir isenção, imparcialidade e seriedade» e estar «publicamente comprometido os valores da Constituição, com os direitos, liberdades e garantias, incluindo os direitos dos trabalhadores».

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27

Mar/09

Em busca dos parques perdidos

Embora eventualmente meritório, em si, pouco ou nada do que o Mesquita Machado possa fazer ou vir a fazer em Braga poderá ser considerado como oportuno ou em tempo útil.

Surge hoje no Diário do Minho (a versão impressa é bastante mais desenvolvida do que a notícia online), uma peça sobre um parque arborizado (a área de implantação do glorioso parque, aparentemente, é inferior aos parques de estacionamento de alguns hipers da zona) que está a ser construído no vale de Lamaçães.

«O plano que fizemos foi para que este vale tivesse tudo: habitações para todos os preços [a propósito disto, apelida-o de «vale democrático»] e espaços agradáveis devidamente tratados»

Ficará para a história a declaração de que o vale de Lamaçães obedece a um plano, que parece que existe, apesar da total desordem que apresenta e que já há muito tempo que se denuncia. É necessário um certo desplante para, não só se afirmar que o vale obedece a um “plano”, mas para afirmar, igualmente, que este «faz inveja a muita gente».

«Para se ter um espaço como este [o parque arborizado] tem de haver vida e pessoas e isso só se consegue depois das urbanizações estarem concluídas e habitadas»

Esta afirmação, sublinhe-se, foi estampada hoje, 27 de Março de 2009. Quem conhece, sabe que pouco existia no vale da Lamaçães até há cerca de 15 anos atrás – meados dos anos 90, portanto -, altura em que a expansão para essa zona despolotou. Com a excepção de um ou outro terreno que permanece vazio, mais na zona das traseiras da Makro (onde já começam a surgir mais alguns pavilhões comerciais), a zona, para além de desorganizada e caótica, está praticamente saturada. Registe-se então, que, para o Mesquita Machado, «haver vida e pessoas» significa um estado de saturação.  Repito, é preciso um certo desplante para se vir, em 2009, afirmar semelhante coisa. Notável é que se desculpe com um atraso do Tribunal de Contas, referente a um passado muito recente, quando a obra em si surge pelo menos 10 anos atrasada.

Mas bravo! Apesar de ser comparativamente pequeno em comparação com os parques de estacionamento daos hipers da zona (até seria uma boa ideia – radical, talvez – “dar” um metro quadrado de parque arborizado por cada metro quadrado de parques de estacionamento); apesar de obdecer a um plano mas estar numa extremidade do vale; finalmente essa zona vai ter um parque. Agora já só faltam todas as outras zonas da cidade de Braga que, sem contar com o decrépito parque da Ponte, só dispõe do Bom Jesus, já algo periférico.

Termino repetindo a ideia inicial: para quem já lá está há cerca de 30 anos, pouco ou nada do que possa fazer virá em tempo útil. Não existe nem existiu um plano. Se existiu uma visão, já se esgotou há décadas.

A título de curiosidade, este parque custará cerca de 0,5% (500 mil euros) daquilo que custou o Estádio Municipal de Braga Axa.

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25

Mar/09

Apple and Microsoft taxes

Steve Ballmer recently caught flack for essentially saying that Apple users pay an Apple tax of $500 for buying Macs compared to PCs. Does that mean that Linux users are forced to pay a Microsoft tax every time they buy a PC with Microsoft software on it?

[...]

Given that most people use their computers mainly for Web browsing, sending and receiving email, listening to music, watching videos, and creating and editing documents, there’s not much of a difference between what they do on a PC versus a Mac. So I call the price difference between Macs and PCs an “Apple tax.”

[...]

via Do Linux users pay a “Microsoft tax?” – Computerworld Blogs.

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22

Mar/09

Gatunagem

Existe um delírio mais ou menos colectivo quanto à final da taça da liga. Da posição onde o árbitro está, até nem é um erro do outro mundo. Erro do outro mundo é não se ter apercebido  – como ele assumiu – de que o que o Pedro Silva fez foi uma agressão ao árbitro. E sobre erros que tiveram influência no rumo do jogo… é notável a quantidade de vezes que a expulsão foi perdoada ao Derlei. Ou a entrada por trás do João Moutinho que, tecnicamente, é vermelho directo.

Muitos exemplos há, como também existirão exemplos desse género a favor do Benfica, bem mais escandalosos do que o penálti. Mas isso deve ter algo a ver com os (últimos) 15 minutos em que o Paulo Bento não é nem há-de ser enganado. Os outros 75 já os vive em perfeita ilusão. Há que «atirar areia para olhos» para, por exemplo, evitar a perda do Pedro Silva durante alguns meses ou o sumaríssimo ao Derlei, pois houve lances que o árbitro nem viu…

Mas isto tudo é perfeitamente irrelevante, quando nos lembramos que uma forte razão para a permanência do Sporting na Taça da Liga foi a seguinte:

«Um golo em fora-de-jogo, a poucos minutos do fim, valeu ao Sporting a segunda vitória em duas jornadas na Taça da Liga e o consequente primeiro lugar no Grupo B. A formação de Alvalade ainda não está matematicamente apurada, mas seria necessária uma conjugação de resultados muito improvável para afastar a equipa das meias-finais.»

Aparentemente, e apesar da admissão do Paulo Bento, não houve escândalos, nem exigências de pedidos de desculpas, nem recusas de desculpas. O Rio Ave foi simplesmente roubado.

Uma palavra que o Sporting diga sobre este jogo a mais do que as que disse sobre esse outro jogo,  é uma palavra a mais; como, por exemplo, estas já o são:

«O Sporting e as pessoas que ainda arranjam forças para defender o futebol exigem uma resposta rápida, que não pode passar do dia de hoje»

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17

Mar/09

Open source na Administração Pública

[...] o governo finlandês decidiu recomendar a utilização software livre na administração pública, sempre que possível (eu bem disse que tinha bons motivos para estar assim). O software livre que este governo utilizar terá que ter uma licença reconhecida pela OSI (Open Source Initiative). Isto abrange licenças desde a GPL à Apache 2.0, passando por uma série de outras, todas elas listadas em opensource.org/licenses.

Com isto, a Finlândia procura poupar dinheiro, ao mesmo tempo que ganha controlo sobre o software que utiliza e os dados que cria, e promove uma maior justiça e igualdade nos concursos públicos. [...]

Governo finlandês recomenda a utilização de software livre na administração pública | PROGRAMAS LIVRES.

Via Paulo Querido @ Facebook

Trata-se de uma decisão governamental assinalável. Imaginem-se as poupanças que se fariam se, de repente, toda a administração passasse a utilizar um qualquer Linux com Firefox e OpenOffice, ambos programas que vêm já em qualquer distribuição, que pode ser gratuítamente e livremente obtida. A actual habituação que existe em relação aos sistemas operativos e programas da Microsoft até se tornaria irrelevante, pois, mesmo que se revele necessária uma formação das pessoas, esta seria ridiculamente curta e os gastos com essa formação compensaria largamente os gastos que ciclicamente se têm de fazer, com os novos softwares pagos.

Qualquer linux é capaz de correr melhor em hardware antigo, pelo que nem uma actualização de hardware seria necessário (como é necessária, sobretudo de Ram, para o Vista ou Windows 7). Mas imaginando que se faria uma actualização de hardware, some-se, então, a isto o facto de que um netbook, género Magalhães, chega e sobra para 95% dos serviços da Administração Pública e que os monitores e os cabos para ligar os netbooks aos monitores já existem na infraestrutura do Estado e obtém-se uma poupança descomunal.

Em rigor, apenas uma reduzida percentagem das capacidades totais dos programas pagos a peso de ouro é que são efectivamente utilizadas (falando no Office, sobretudo). Em rigor, apenas programas técnicos, relacionados com design, arquitectura e engenharia é que necessitam de programas não-livres.

Como modelo de governação fetiche do nosso primeiro e, necessariamente, alvo de atenção generalizada pelos nossos partidos, será que a ideia pega?

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11

Mar/09

Emails temporários

Referia-me na Avenida Desvaria, no Avenida Central, no post ‘Privacidade’ à questão dos mercados de dados e do spam, em particular.

Uma das formas de conseguir fugir a isso é através da utilização de uma conta de email apenas para certos registos e newsletters. Se as newsletter terão interesse, já o registo num sem número de sítios já não o terá. Nesse sentido pode-se utilizar, em vez de uma conta de email permanente, uma conta de email temporária, como a que é disponibilizada no GuerrillaMail, que disponibiliza emails que duram 15 minutos, ou outros serviços do género.

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10

Mar/09

Palm Pre

O telemóvel/pda dos próximos tempos: Palm Pre

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4

Mar/09

The Anwser to the Machine is Elsewhere

Um curto texto académico (não jurídico) sobre propriedade intelectual (download aqui), entitulado ” Keep Looking: The Answer to the Machine is Elsewhere “, que aborda o falhanço da tentativa de aplicação de Technological Protection Measures (TPMs) [como o DRM, na música], uma série de misconceptions of digital media [e da argumentação do lobby que as procura impor], que sumarizam como:

• Keeping Honest Users Honest;

• You Can’t Compete with Free;

• Piracy is Killing Music;

• The Answer to the Machine is in the Machine;

abordando ainda:

Their more recent strategy has been to lobby governments to place new requirements upon Internet Service Providers to monitor their customers’ communications for evidence of infringement, blocking the transmission of infringing works and connections to infringing sites.

This would overturn ISPs’ status as “mere conduits” under the European Union E-Commerce Directive, and represent a massive invasion of users’ privacy.

Temática da privacidade que irei abordar na primeira crónica semanal ‘Avenida Desvaria’ no Avenida Central.

Nota: Clicar na imagem para ver maior.

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28

Feb/09

Casamento para todos: #2.2 Evolução

(não sei qual a fonte original)

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