10

Nov

Incendiar as bruxas

«Quem sai fragilizado é o treinador do Sporting, que faz declarações inaceitáveis e incendiarias que já não se usam no futebol», prosseguiu o presidente da APAF, salientando que a associação está do lado do árbitro e que a noite foi infeliz, sim, mas «para alguns jogadores e para o treinador do Sporting»

A Bola

Um amador (árbitro) tem o respeito que merece de um profissional de futebol, de alguém que disso faz vida, vida da qual depende e que é gravemente lesado pelas acções destes inocentes não-profisisonais.

Admira-me imenso que mais gente não se insurja com regularidade.

Razão tem o Rogério Alves quando diz:

«Tenho pena que o presidente da APAF tenha a visão que tem sobre a arbitragem. Se há uma coisa em que todos estamos de acordo é que a arbitragem foi péssima. O que ele está a fazer é defender o indefensável. Os erros de arbitragem foram inúmeros. Não podemos “tapar o sol com a peneira” e tentar convocar declarações quando a única coisa que há a reconhecer é que a arbitragem foi desastrosa», analisou Rogério Alves em declarações à Antena 1, defende que as declarações do técnico leonino foram proferidas «a quente».

A Bola

Quando toda a gente no futebol é “profissional”, quando até já existem SADs, o único caminho é a profissionalização dos árbitros, que já tarda pelo menos uma década.

Continuem com muitas arbitragens destas (e esta época não têm faltado) e o caminho para alguns árbitros não será a profissionalização, mas a eventual irradiação, pois alguns são tão maus, tão maus, que nem para as distritais servem.

«”A arbitragem portuguesa, os problemas da arbitragem, tudo isso mete nojo. Penso que o Sporting tem sido demasiado simpático”, atirou Paulo Bento»

Record

São estas as declarações supostamente “incendiárias” proferidas após o apaixonado jogo da taça. Incendeiam, mas não são despropositadas nem gratuítas. Quem está atento ao futebol e esteve atento às últimas épocas, percebe facilmente que o Paulo Bento não é um incendiário, como o dirigente da APAF afirma. Aliás, o que mais falta são incêndios, pois o mero palavreado e troca de acusações não leva a lado nenhum. São necessários bastantes mais incêncidos, mas sobretudo autênticas revoluções, incluindo nos agentes directivos que, como se percebe desta cegueira do dirigente da APAF, são uma enorme parte do problema e jamais poderão ser parte da mudança.

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