8

Nov

Avenida Aniversariante

Não me apercebi ontem, mas o Avenida Central está de parabéns, em particular o Pedro Morgado, por todo o trabalho que desenvolveu.

21

Oct

Re: Terão os blogs já um sabor bolorento a 2004?

No Certamente!, o Raúl Pereira, fez um post, como convidado, onde repetia a questão colocada no wired.com:

Terão os blogs já um sabor bolorento a 2004? (clicar para ler todo o texto do Raúl)

Este artigo perturbou-me um bocado. É simples, curtinho, mas bate como uma chávena de cafeína com água: «E… e se o gajo tem razão?».

Clique para abri o artigo da Wired. (imagem tirada do Certamente!)

Parece-me que não se trata tanto de fechar blogues ou não abrir blogues. Trata-se, isso sim, mais de se proceder a uma redefinição do que é um blogue.

Aliás, ele refere isso mais à frente. Um blogue, hoje, não é um “diário” escrito na web. Um blogue é o que uma pessoa quiser. Mas quando se fala em blogue, já não se fala nesse blogue “diário”, mas sim no blogue “plataforma”. O WordPress só por tradição é que ainda é denominada de plataforma-blogue. O WordPress é praticamente um CMS. É melhor do que muitos auto-denominados CMS.

Ainda, quando se refere aos blogues profissionais, refere-se a magazines. Sempre existiram magazines na web. Simplesmente não tinham adoptado plataformas-blogue, adoptavam, em tempos mais remotos, estruturas mais arcaicas ou hand-made.

Por isso, o que é um blogue? Um blogue é um web diary, pessoal ou de uma colectividade; ou blogue é tudo o que tiver como base uma determinada plataforma?

De resto, concordo em absoluto com o Raúl, quando se refere ao blogue, pessoal, como frontend da individualidade (ou, em certos casos, de uma colectividade). Um blogue pode facilmente conter os feeds do youtube, do twitter, do vimeo, do flickr, do que se gostou no digg, no reddit, no mixx ou no domelhor.

Em suma, um lifestream. E lifestream num sentido mais lato do que as meras aplicações que agregam os feeds dessas “web sociais”. O blogue, pessoal, faz todo o sentido, nos dias de hoje, já não como puro web diary, mas como lifestream dessa pessoa.

Trata-se, então, de uma mera questão de (re)denominação dos conceitos. De aceitar e compreender as suas ramificações. E é por isso que acho que o artigo do wired.com é descabidamente dramático, no tom, apesar de muitos dos factos que apresenta serem verdade, se nos despreendermos das denominações que o wired.com tem como convencionadas e estáticas, desde 2004.

# Aditamento

Mais uma reacção ao texto original, do wired.com, aqui.

12

Jul

Posts ‘Na Mouche’

1. iSheep, por Paulo Querido, no Certamente!

Steve Jobs é que sabe. É o verdadeiro hacker. Com base apenas em engenharia social, coloca a imprensa mundial a promover as vendas de um telemóvel caríssimo sem lhe pagar um cêntimo em publicidade e convence um rebanho incrivelmente dócil a 1) espalhar a messiânica mensagem e 2) a comprar um aparelho para o qual não tem dinheiro, nem agora nem para as mensalidades, julgando que é uma pechincha.

2. Sobre a criação de uma associação de bloggers, por Marco Santos , no Bitaites;

Entre a criação do grupo ptblogs e a proposta da criação de uma associação de bloggers, foi dado um passo pouco habitual: depois da conversa, passou-se à acção.

Um pouco de história: o ptblogs surgiu como reacção aos disparates sensacionalistas dos media tradicionais quando analisam o fenómeno dos blogues, tendo começado por ser um espaço onde bloggers conversavam sobre blogosfera com outros bloggers.
[...]

3. Sedes e a defesa da Educação Utilitarista, por Miguel Pinto, no outrÒÓlhar;

[...]
a miragem da ascensão social permite ao modus vivendi instalado gerir com mais folga os interesses da casta.
[...]
O problema é que a formação profissional parece ser a única dimensão valorizada pelos arautos do neoliberalismo.
[...]

4. A sorte grande de Sócrates, por João Miranda, no Blasfémias;

Os partidos da oposição vão, nos próximos tempos, provar o seu próprio veneno. Quanto mais medidas sociais pedirem, menos poderão criticar o governo de tomar medidas eleitoralistas.
[...]

5. Afinal o que publicava o Póvoa Online? Alguém viu?, por Paulo Querido, no Certamente!

[...]
Escrevia-se mais sobre putas que sobre corrupção no Póvoa online?
[...]
O que posso dizer, depois de consultar os arquivos desde Março de 2006, é que não descortinei matéria relevante para tanto duplo burburinho, nem para fechar, e ainda menos para chorar o encerramento como sendo um caso de “censura” ou de abuso de poder. Para mim, é um blogue como tantos outros
[...]

6. O Direito lava mais branco, texto de Manuel António Pina, citado por Simas Santos no Cum grano salis;

[...]
Hoje nem César nem a mulher precisam de ser honestos, basta que pareçam honestos. Ou menos: basta que não se possa provar que são desonestos.
É um dos aspectos daquilo que convencionou chamar-se de judicialização da vida política e social, a substituição da ideia de verdade material pela (pós-moderna q.b.) de simulacro, como é a noção de verdade formal típica do Direito.
[...]

7. “Independência Energética”, por Vital Moreira, no Causa Nossa;

É imperioso mudar de paradigma energético, substituindo ao máximo os combustíveis em favor da energia eléctrica gerada por fontes renováveis, até para defender a independência energética do País.
[...]

16

Jun

Ser preto, um grupo de risco

Não existem comportamentos de risco, diz a Patrícia Lança (O Insurgente), acompanhada por João Miranda (Blasfémias). Existem, sim, grupos de risco. E quem se habilita a contraír HIV, é basicamente o grupo de risco dos homossexuais. Os heterossexuais não têm nada a ver com isso e os que têm é porque convivem ou conviveram com pretos – diz ela.

Assim, a recente evolução filosófica da Patrícia Lança é que já não são só os homossexuais que são um grupo de risco. Quem tem a terrível fatalidade de ser preto, para Patrícia Lança, mesmo que seja um pobre heterossexual, está condenado a ser associado a um grupo de risco.

«A OMS diz que é só em África que existem números significativos de heterossexuais atingidos por HIV/SIDA, e é desse continente que vêm os poucos europeus heterossexuais que contraíram SIDA.

Pergunta-se por que será que assim acontece e o senso comum indica uma resposta. São as práticas anti-higiénicas que favorecem a transmissão de doenças, tanto em África como entre os orgulhosos ‘gays’.»

Se já tinham medo dos homossexuais, tenham ainda mais medo dos pretos. Fujam, ainda mais rápido, que eles “andem aí” – é o que diz, no fundo, a Patrícia Lança.

«Durante todos estes anos fomos massacrados com propaganda enganosa a tentar nos convencer que até na escola primária as crianças deviam ter aulas sobre o sexo e a terrível doença; que os homossexuais deviam poder ser doadores de sangue, porque os heterossexuais também constituíam um risco; enfim, e sobretudo, que os homossexuais não deviam ser discriminados por motivo algum.»

«Quem lucrou foi a indústria dos preservativos e os diversos elementos envolvidos na publicidade enganosa.»

Parece, ainda, que isto foi tudo uma conspiração das empresas que fabricam e vendem preservativos. Aliás, qualquer heterossexual não preto, que se mantenha bem afastadinho de qualquer homessexual, de qualquer “cor” e de qualquer preto, está “safo” – diz ela. Pois esta coisa do preservativo é, na verdade, inútil, como meio de protecção. Só serve mesmo para os depravadões dos brancos heterossexuais não procriarem.

Hája paxorra. Felizmente não há muitas destas figuretas com ideias assim tão peregrinas em Portugal.

A ler, ainda, sobre isto, estes dois posts do Pedro Morgado, na Avenida Central e de Tiago Barbosa Ribeiro no Kontratempos.

29

Mar

Linha de conta

A Marta Rebelo está de volta no seu blog com A noiva, o noivo e o outro.

16

Mar

As universidades a liberdade e a blogoesfera

«É muito perigoso expressar a opinião na blogosfera»

- via Universidade Alternativa, a propósito do “II Encontro de bloggers do Ensino Superior”. Encontro sobre o qual se podem ler várias reacções aqui.

Pois, será (esta afirmação refere-se aos docentes universitários).

Mas se em primeiro lugar faltará perguntar porque é que não existem mais blogues de estudantes, sobre a universidade – estudantes que, são uma massa muito mais numerosa do que a dos docentes.

Em segundo lugar, faltará reflectir seriamente sobre se também não é perigoso um estudante expressar-se abertamente, tal como estes docentes muito bem o fazem, não só em blogues, mas por qualquer outro meio. É inegável que existe bastante receio por parte dos estudantes de se expressarem. Isto mesmo que tal expressão seja fundamentada, quando existe raramente é feita em nome próprio, abertamente, contra docentes, contra atitudes destes, contra políticas das escolas (que são geridas por quem? Docentes), etc.

Se formos mais a fundo, para além desta opressão silenciosa – e admito que, para muitos, ela existirá inconscientemente, sem má fé -, isto leva a que não exista motivação para pensar. Motivação para discutir. Eu conheço essa Universidade de a ouvir em histórias, do tempo de Coimbra pré-revolução (época cujo expoente máximo terá sido o ano de 1969, como retrata o vídeo). Tempo que alguns dos docentes conhecerão em primeira mão.

Hoje, a universidade, da perspectiva dos alunos, limita-se a ser um mero local onde se frequenta aulas e se fazem os exames.

Nem os próprios docentes – generalizando – parecem muito interessados nisso, como aliás se interpreta pelo número de vozes que se manifestam sobre o ensino superior. Estão mais preocupados com o seu umbigo (leia-se: a sua área, a sua especialização).

Mas felizmente vão havendo louváveis excepções, uns que se manifestam através dos blogues, outros que optam por dar aulas num estilo menos mecânico e mais ‘thought-provoking’.

13

Mar

O que é o Twitter?

O que é o Twitter?‘ via Mas Certamente que Sim!

E uma explicação mais detalhada de algumas virtudes sobre as quais o Paulo Querido não se desdobra muito… particularmente as notificações por SMS gratuítas ;).

12

Mar

Ainda sobre os professores

A blogosfera, de uma forma cada vez mais generalizada, refeita do impacto visual que uma ‘manif’ daquelas tem, vai “acordando”, ficando sóbria e analisando as coisas mais a frio. Um exemplo:


«Na verdade, estou convencido que as políticas do ministério têm uma sólida ancoragem social, quer seja nas famílias com filhos na escola, quer seja na população em geral. Dito isto, não me surpreende, pois, que já hoje, os sindicatos tenham recuado na sua recusa (porque era disso que se tratava) de qualquer tipo de avaliação para virem dizer agora que pequenas alterações na grelha de avaliação já é um meio para resolver o problema. Ora, ninguém faz uma greve desta envergadura por causa de uma pergunta a mais ou de uma pergunta a menos numa grelha geral de avaliação, mas por razões políticas ou ideológicas de muito maior alcance.»

Ler o resto aqui, no Bada Bing!

10

Mar

Posts ‘Na Mouche’

9

Mar

Ron Paul Out

A coqueluche d’O Insurgente nas eleições americanas declarou oficialmente que desistiu.

Oficiosamente, já se tinha percebido à 3 ou 4 meses atrás. Para quem nem se apercebeu da existência dele: o libertino Ron Paul, que já correu por esse partido (libertino) e que corria agora como republicano.

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