13

Jan

Bem propagandeado

«Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, um total de 971 palestinianos morreram em 18 dias de ataques, 400 dos quais eram mulheres e crianças. Já o chefe dos serviços de emergência do território, Muawiya Hassanein, confirma pelo menos 960 mortos.»

Público

Não consigo perceber esta gullibility dos media. Acredito que tenha morrido bastante gente. Mas continua-se a considerar e vender esses dados como uma certeza.

Sobre isso, passo a palavra ao enorme Mohammed Saïd al-Sahaf, ex-ministro da informação do Iraque:

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Depois disto, alguém iria voltar a cometer este erro de propaganda? Não. O Hamas fala. O ministério da saúde fala. Só que ninguém os vê, ninguém os ouve. Mas eles falam, parece. De alguma forma, que não através de uma personagem destas, eles chegam aos media.

PS: Não preciso de dizer repetir porque é que existe interesse neste (mais que provável) exageramento dos números.

11

Jan

Mais evidências da infiabilidade dos media

Já se passou o mesmo na guerra do Líbano, a Helena Matos fala sobre o mesmo fenómeno (chamemos-lhe assim) aplicado a esta nova guerra em Gaza.

Excerto:

«[...]

Poucas horas após a emissão da reportagem concluía-se que destas imagens apenas os cadáveres e o prédio destruído não foram ficcionados. Aquelas pessoas morreram mas não morreram a 5 de Janeiro de 2009, como afirma o jornalista da France 2, mas sim a 23 de Setembro de 2005. Também não morreram na sequência dum ataque israelita mas sim no resultado da explosão acidental dum camião que transportava rockets do Hamas dentro do campo de refugiados de Jabalya. Defende-se a France 2 dizendo que foi enganada pela propaganda palestiniana. Nestas coisas da comunicação os palestinianos têm de facto as costas demasiado largas pois aquilo a que temos assistidos nos últimos anos é à participação voluntária e entusiástica de vários orgãos de comunicação ocidental na diabolização de Israel, através da divulgação de imagens e notícias sem qualquer tipo de confirmação das fontes ou até mesmo com a promoção de imagens e notícias falsas. Foi assim com o relato da morte de Muhammad al-Durrah o menino que em Setembro de 2000, segundo uma reportagem da mesma France 2, teria sido baleado por soldados israelitas junto ao seu pai, acabando os dois assassinados. A imagem da criança tentando proteger-se sob o cadáver do pai emocionou o mundo e legitimou a segunda intifada. Infelizmente os mesmos jornalistas que tão rapidamente espalharam esta imagem não se deram ao trabalho de divulgar as investigações que provavam a sua manipulação.

[...]»

Livro de estilo para referir Israel* no Blasfémias.

Com media destes, como é que o Daniel Oliveira pode estar tão convicto dos números que ele avança o Hamas avança num contador bonitinho? 854 mortos? 270 crianças mortas? 3350 feridos? Quem disse? Quem viu? Porque razão a UE decidiu enviar eurodeputados para serem “testemunhas”, como o próprio Daniel Oliveira admite (antes louva) num post que, dado o contexto e a tónica que tem adoptado, é algo esquizófrenico: “Morreram 854 pessoas! Mas ninguém viu, por isso vamos enviar para lá gente!”.

Com media destes, quais serão as vantagens de Israel permitir a sua presença? Indiciador de que algo de estranho se passa – e que não condiz nada com a realidade “noticiada” -, é que o próprio Hamas recusa a presença (sequer) de observadores internacionais, quanto mais jornalistas.

Já vimos isto a acontecer inúmeras vezes. Alguém faz alguma objecção aos media, quer seja nesta forma mais radical, quer numa forma mais light e os media juntam-se e em bando adoptam uma postura linchadora dessa pessoa, entidade ou, neste caso, nação. Os media não são isentos. Especialmente nestes casos.

Face a isto em que podemos acreditar? Como é possível não duvidar? É apenas natural que, face ao que os media “noticiam”, a UN e organizações internacionais afins se insurjam. Mesmo nestes casos, os media empulam o que é dito, com títulos bonitos:

UN human rights chief accuses Israel of war crimes

Ao ler-se as declarações, percebe-se que se trata de “may”‘s, de “claims” e expressões do género. E não de claras e objectivas acusações:

The United Nations’ most senior human rights official said last night that the Israeli military may have committed war crimes in Gaza.

Elas próprias reconhecem a sua ignorância e é por essa razão que pedem “investigações“:

Navi Pillay, the UN high commissioner for human rights, has called for “credible, independent and transparent” investigations into possible violations of humanitarian law, and singled out an incident this week in Zeitoun, south-east of Gaza City, where up to 30 Palestinians in one house were killed by Israeli shelling.

No entanto, a intenção dos media é, claramente, vender a história como uma acusação concreta; como se a ONU e as outras organizações internacionais realmente soubessem o que se passou.

(os últimos três links e os respectivos excertos são de um artigo do Guardian)

PS: tanto quanto eu sei, o número de mortos e feridos até pode ser mais elevado do que é avançado por algumas fontes; como pode ser menor. Mas o menos provável de tudo é que esteja certo.

Para além disso, há a questão da “inocência” dos mortos, as circunstâncias da sua morte, etc. O que significa que o mais provável é que o número de “civis inocentes” mortos por Israel seja consideravelmente mais abaixo; e mesmo que tenham sido mortos por Israel, ainda há a questão de ser uma morte de guerra “legítima” (ou colateral), ou uma prática intencional (a intenção é que conta e é dificíl de descobrir) de genocídio; pois, se há acusações de crimes de guerra contra Israel, também as há contra o Hamas, em particular na utilização destes como escudos humanos.

Nota: a imagem, tanto quanto me é possível saber, pode ser de agora, como é reivindicado, como pode ser de 2005 – who knows!

Nota: o caso da France 2 pode ser visto aqui.

11

Jan

Israel e os media (portugueses e não só)

Num comentário n’Avenida Central respondi o seguinte:

«É curiosa a interpretação dos factos que tem sido feita por parte dos media portugueses. Por exemplo, esse mesmo artigo do JN refere umas declarações de uma ex-juíza do TPI, actualmente representante da ONU. Se é verdade que ela refere a possibilidade de crimes de guerra/contra a humanidade, ela, obviamente, não comete a imprudência de dizer que é Israel ou que é só Israel que os está a cometer. Pede ela, que se faça uma investigação credível e independente. No meio “comentarístico” português, até já o Daniel Oliveira parece estar a perceber que pouco ou nada realmente se sabe sobre o que se passa em Gaza . Sabe-se que têm morrido pessoas. Mas não se sabe porque morreram, como morreram e quem é realmente responsável. Não havendo relatos fiáveis, a fronteira entre a intenção de genocídio e a utilização de escudos humanos é muito ténue. Imperceptível.

Por exemplo, o caso da escola bombardeada reflecte bem essa situação. Vale zero a declaração da ONU de que investigou posteriormente se, num determinado momento, teriam lá estado ou não militantes do Hamas. Zero. É óbvio que eles não íam ficar lá à espera. É óbvio que se a ONU não sabe o que se passa nos seus próprios edifícios e tem de “investigar”, para chegar a uma qualquer conclusão, então não sabe grande coisa. A desinformação é muito bonita. Aliás, já a vimos em guerras passadas, com a diferença de, por vezes, nos ser perceptível, de imediato e não apenas num momento póstumo, que era realmente pura desinformação, como no famoso caso do Iraque e do seu ministro. A própria diferença, durante muito tempo, de tratamento noticioso entre a Europa e os EUA quanto às guerras do Afeganistão e Iraque, podendo não se considerar desinformação, mostra perfeitamente como “factos” podem ser interpretados e noticiados de maneiras diferentes.

Aqui, como já disse, pouco ou nada se sabe, para além do facto de pessoas aparecerem mortas. Certo é que os meios de comunicação social conseguem chegar a conclusões. Conclusões santificadoras, como se houvesse um lado bom e um lado mau. Se um extraterrestre chegasse hoje à Terra e lê-se os jornais, perceberia, através de notícias, como esta do JN, como em muitas outras, que o Hamas é uma virgem inocente. Ora eu sei que isso não é verdade, como sei que Israel também não o é. É uma triste figura a que tem feito a comunicação social. O facto de Israel não abrir as portas à entrada dos jornalistas, só por si, suspeito que seja motivadora desta tendência interpretativa.»

10

Jan

Israel, a contra-argumentação

Num sentido contrário ao post (e às teses aí reflectidas) anterior (The CNN Strategy), recomendo imenso a leitura deste post por Howard Schweber, professor de ciência política e direito na universidade de Wisconsin-Madison, no Huffington Post. Sobretudo por estar escrito de forma não-emocional, com uma argumentação digna desse nome. Apresentando alguns dos argumentos recorrentemente usados para apoiar a conduta de Israel, desmontando-os, com calma, serenidade e frontalidade ou em bom português: “quem fala assim não é gago”.

Excertos:

«A fair point, to be sure; rocket attacks are an act of war, and Israel has a right to defend itself. The problem is that Israel’s blockade of Gaza is also an act of war, and Palestinians have the same right of self-defense. To focus only on the rockets coming into Israel is like describing the Battle of Britain as “British planes attacking German planes”; it’s not technically inaccurate, but as a description it is incomplete to the point of complete distortion. When we are asked “what would you do if rockets from Canada were landing in Minnesota” we should also ask “what would you do if a foreign power – or two foreign powers, acting in cooperation — had cut off all access to your country and was slowly starving your population in order to compel you to get rid of your elected government?”»

«Today, Hamas is a complex movement that contains both radical ideologues and more moderate figures in positions of leadership and relies on Iran for its support, but it is also a political party that maintains its popular support by effective governance. That alone demonstrates a capacity for pragmatism, but beyond that the fact is that Hamas’ leadership offered Israel a long-term truce in 2004 in exchange for Israel’s withdrawal from the occupied territories. Hamas subsequently confirmed that they would accept any peace agreement for a Palestinian state within the 1967 borders, provided that it was ratified by a popular referendum. In both instances, Israel was not interested, as Israel was not interested in securing a cessation of rocket attacks in return for lifting its blockade, nor in the 2002 Saudi plan offering recognition by the 22 Arab governments of the Arab League – which endorsed the plan in 2007 — in return for withdrawal to the same 1967 borders.»

«But the intransigence of Israel’s three no’s – no negotiation with Hamas, no recognition of Hamas, no peace with Hamas — is never part of the conversation.»

PS: este artigo foi escrito na sequência da aprovação por unanimidade de uma resolução de apoio a Israel, por parte do Senado norte-americano. Aliás, nesse artigo, faz referências à classe política norte-americana:

The Reid/McConnell resolution is a perfect articulation of one voice in the American debate over Israel’s actions in Gaza. The unanimous support the resolution received demonstrates just how difficult it is to break into the scripted narratives that dominate at the level of elite political discourse; it is amazing that in a country that polls show to be deeply divided over Israel’s actions, two days after 10,000 Israelis protested against their own government’s actions in Tel Aviv, and after everything that has happened in the last eight years, nonetheless there is not a single voice in the U.S. Senate being raised to question the official story being peddled the Bush administration and its neoconservative allies. It’s enough to make one think that Walt and Mearsheimer might have been on to something (if only they hadn’t said it so badly.) Meanwhile, Obama has remained mute, while the Bush administration has taken its usual line of supporting anything the Israeli government chooses to do, including the exercise of America’s veto power in the UN Security Council – one last finger in the world’s eye before leaving office.

Apesar de o João Miranda ainda não estar muito convencido de que alguma coisa vai mudar com o Obama, a sua posição em relação a este tema já marca uma diferença assinalável:

The incoming Obama administration is prepared to abandon George Bush’s ­doctrine of isolating Hamas by establishing a channel to the Islamist organisation, sources close to the transition team say.

The move to open contacts with Hamas, which could be initiated through the US intelligence services, would represent a definitive break with the Bush ­presidency’s ostracising of the group. The state department has designated Hamas a terrorist organisation, and in 2006 ­Congress passed a law banning US financial aid to the group.

Guardian

10

Jan

The CNN Strategy

Tenho defendido, quanto à guerra Israel-Hamas, que existe muito pouca informação credível, apenas contra-informação, apesar de muita gente, mais ou menos proeminente, tomar como verdade muito do que se diz que os media ou os próprios Estados, de um lado ou do outro dizem que é verdade.

Certamente mais iluminados do que eu, percebem imediatamente que um dos lados está a mentir e que o outro está inevitavelmente certo. Como o fazem, para mim ainda é um mistério.

Factos são factos. Se aparecem x pessoas mortas, então é porque realmente morreram (apesar de isso nem sempre ser bem assim, mesmo com as mais reputadas agências noticiosas). Ninguém contesta isso. Mas as explicações e as causas apontadas por ambos os lados são diametralmente opostas. Ainda assim, parece que o consenso é que Israel é o culpado das baixas civis. Se há baixas que são danos colaterais de qualquer guerra, o que tem sido apontado vai muito para além disso. É impossível ignorar, apesar de muitas pessoas o fazerem, que existem relatos, sobre os mesmos factos, completamente diferentes. Que existem acusações mútuas e inconciliáveis/incompatíveis de crimes de guerra.

Nenhum dos lados será Santo, com toda a certeza. Mas já vimos isto no passado. Os media engolem o que lhes é dado a comer, sem grande critério. Inúmeras vezes foram explorados e serviram de meio exploratório das massas. Isso não é feito de forma inocente, por parte de quem os manipula e sabe manipular.

É sobre isso que escreve Alan Dershowitz, um professor de direito de Havard, no National Post, naquilo a que chama “The CNN Strategy”. Se tudo o que ele assume como facto é realmente verdade ou não, mas suspeito seriamente que exista uma enorme dose de verdade na sua teoria, quer os exemplos sejam verídicos ou não.

Mas esta “Info War” já não se limita aos media tradicionais. A Web 2.0 está aí, para o bem e para o mal, como ainda nos primeiros dias de guerra, o Wired.com referia.

A sua tese vai, aliás, no sentido do que este cartoon postado (e que posto aqui ao lado) pelo CAA no Blasfémias procura resumir.

Ainda sobre o Hamas, convém ler estes dois posts no Blasfémias, pelo CAA e pelo jcd, respectivamente (1, 2)

Um excerto do artigo do Alan Dershowitz:

«As Israel persists in its military efforts — by ground, air and sea — to protect its citizens from deadly Hamas rockets, and as protests against Israel increase around the world, the success of the abominable Hamas double war crime strategy becomes evident. The strategy is as simple as it is cynical: Provoke Israel by playing Russian roulette with its children, firing rockets at kindergartens, playgrounds and hospitals; hide behind its own civilians when firing at Israeli civilians; refuse to build bunkers for its own civilians; have TV cameras ready to transmit every image of dead Palestinians, especially children; exaggerate the number of civilians killed by including as “children” Hamas fighters who are 16 or 17 years old and as “women,” female terrorists.

Hamas itself has a name for this. They call it “the CNN strategy” (this is not to criticize CNN or any other objective news source for doing its job; it is to criticize Hamas for exploiting the freedom of press which it forbids in Gaza). The CNN strategy is working because decent people all over the world are naturally sickened by images of dead and injured children. When they see such images repeatedly flashed across TV screens, they tend to react emotionally. Rather than asking why these children are dying and who is to blame for putting them in harm’s way, average viewers, regardless of their political or ideological perspective, want to see the killing stopped. They blame those whose weapons directly caused the deaths, rather than those who provoked the violence by deliberately targeting civilians.

They forget the usual rules of morality and law. For example, when a murderer takes a hostage and fires from behind his human shield, and a policeman, in an effort to stop the shooting accidentally kills the hostage, the law of every country holds the hostage taker guilty of murder even though the policeman fired the fatal shot.

The same is true of the law of war. The use of human shields, in the way Hamas uses the civilian population of Gaza, is a war crime — as is its firing of rockets at Israeli civilians. Every human shield that is killed by Israeli self-defence measures is the responsibility of Hamas, but you wouldn’t know that from watching the media coverage.

The CNN strategy seems to work better, at least in some parts of the world, against Israel that it would against other nations. There is much more protest — and fury — directed against Israel when it inadvertently kills approximately 100 civilians in a just war of self-defence, than against Arab and Muslim nations and groups that deliberately kill far more civilians for no legitimate reason.

It isn’t the nature of the victims, since more Arabs and Muslim civilians are killed every day in Africa and the Middle East by Arab and Muslim governments and groups with little or no protests. (For example, on the first day of Israel’s ground attack, approximately 30 Palestinians, almost all Hamas combatants, were killed

[...]»

PS: Isto não é nenhuma tomada de posição a favor de Israel. Se acredito que, como o CAA também defende, Israel tinha o direito a defender-se.

Se esse direito se extende a um direito a transformar essa defesa numa acção ofensiva e de invasão? É questionável. Mas não me choca tanto como à maioria, pois a comunidade internacional tem vindo a aceitar esse tipo de acção, apesar da ocasional esquizófrenia, cujos exemplos maiores (de intolerância dessas acções recaiem, precisamente, sobre Israel.

Num sentido, temos o exemplo recente da Rússia-Geórgia ou China-Tibete. Mas mais flagrante (e no outro sentido) foi o direito de defesa permitido aos EUA (e à NATO) de atacar, invadir e montar estaleiro no Afeganistão. Em relação ao Iraque, nem foi necessário o reconhecimento de um direito de defesa, avançou-se para um ataque/defesa preventiva, invadiu-se e lá forças internacionais montaram estaleiro.

E isto só para citar exemplos do séc XXI, ao que acrescem situações não de guerra mas igualmente de particular melindre para a comunidade internacional, como o caso da independência do Kosovo, que, com certeza, não irá criar um precedente em relação a outras putativas nações/estados, prosseguindo assim esta bela esquizófrenia.

5

Jan

Gaza Mashup

«Getting tweets from the war zone is so 2008. The latest social media advance combines tools like Twitter, text messaging, and online mapping to gather up first-hand reports, straight from Gaza.»

War on Gaza // Aljazeera

via Twitter (alexgamela) e Wired.

18

Nov

As possibilidades da democracia

Por falar em coisas que não aconteceriam na Europa [Obama]:

«[...]Vanessa Sievers, the 20-year-old Dartmouth College junior who ran for treasurer of Grafton County, NH, and won. The defeated three-term Republican incumbent, 68-year-old Carol Elliott, protested that Ms. Sievers won only because “brainwashed college kids” voted Democratic, and referred to the student as a “teenybopper.” And rightly so. This uppity youngster is so childish that insults and name-calling are really the only appropriate responses from a 68-year-old woman.

The success of Ms. Sievers, who essentially bought the election with a $51 advertisement on something called Facebook (the worst kind of rampant campaign spending), is symptomatic of a larger threat; namely, the growing sentiment among young people that it would be a good idea to get involved in their communities and work to better what they see as flaws in the system.[...]»

236.com – News.

14

Nov

Azul

Ainda só passaram 10 dias, não creio que assunto já esteve completamente out. ;)

Se no final desta década o partido republicano não se reformar profundamente, o futuro é azul.

10

Nov

“Sarah Palin is so dumb…”

3

Nov

Retrospectiva Eleições #4 Últimas Semanas

As últimas semanas. Assinalável a diferença de tom e a mensagem que procura ser passada.

#1 Por um lado, a preocupação do Obama com que as pessoas não “facilitem”, que vão votar, num ano que estima que a votação dos jovens vai bater recordes.

#2 McHate: “Terrorist!”, “Kill Him!”, “Traitor!”, como disserta e resume o Keith Olbermann.

#3 O apoio de Colin Powell, onde se refere também ao tom da campanha de McCain – o ponto do não retorno para McCain, em que não perde qualquer remota hipótese de reviravolta? So I hope.

#4 Esta diferença de tom terá atingido o seu máximo com todo o palavreado de pro-e-anti-américa que choveu do lado McCain/Palin., como sobre isso elabora o Keith Olbermann.

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Outros posts “Retrospectiva Eleições“.

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