13

Apr

Dos Piratas

[...] In 1991, the government of Somalia – in the Horn of Africa – collapsed. Its 9 million people have been teetering on starvation ever since – and many of the ugliest forces in the Western world have seen this as a great opportunity to steal the country’s food supply and dump our nuclear waste in their seas. [...]

This is the context in which the men we are calling “pirates” have emerged. Everyone agrees they were ordinary Somalian fishermen who at first took speedboats to try to dissuade the dumpers and trawlers, or at least wage a “tax” on them. They call themselves the Volunteer Coast Guard of Somalia – and it’s not hard to see why.

In a surreal telephone interview, one of the pirate leaders, Sugule Ali, said their motive was “to stop illegal fishing and dumping in our waters … We don’t consider ourselves sea bandits. We consider sea bandits [to be] those who illegally fish and dump in our seas and dump waste in our seas and carry weapons in our seas.” William Scott would understand those words.

No, this doesn’t make hostage-taking justifiable, and yes, some are clearly just gangsters – especially those who have held up World Food Program supplies. But the “pirates” have the overwhelming support of the local population for a reason. [...]

The story of the 2009 war on piracy was best summarized by another pirate, who lived and died in the fourth century BC. He was captured and brought to Alexander the Great, who demanded to know “what he meant by keeping possession of the sea.” The pirate smiled and responded: “What you mean by seizing the whole earth; but because I do it with a petty ship, I am called a robber, while you, who do it with a great fleet, are called emperor.”

You are being lied to about pirates

Ora é óbvio que eu não posso ter a certeza sobre nos estarem a mentir. Mas de certeza que existe outro lado desta história.

12

Apr

Tocar a Europa

[...] Para o eleitor português, a ilação a tirar é clara: um voto no PS é um voto contra Durão Barroso na Comissão Europeia. [...] quando na noite de 7 de Junho se contarem os votos, os eurodeputados eleitos pelo PS serão somados a todos os outros socialistas europeus. E se eles forem os mais numerosos, lá se foi a reeleição de Durão Barroso. [...]

Vasco Campilho

Para quem achar que o Durão não fez um bom trabalho, a escolha é simples. Para quem, por uma questão de princípio, não quiser permitir a recondução de um dos quatros políticos do planeta que tornou a guerra no Iraque possível, a escolha é simples. Não votar em nenhum dos partidos envolvidos no PPE, que são o PSD e o PP.

Contudo, votar privilegiando este ponto, é um tiro no escuro. Não se sabe quem é que o PSE vai indicar: será como achar que ninguém pode ser pior que o Durão. Ainda assim, é melhor votar por causa deste ponto, que ainda tem qualquer coisa a ver com o rumo da Europa, do que votar, nas europeias, contra a política governativa interna do PS.

A real oportunidade de um eleitor europeu afectar a política europeia é extremamente ténue. Esta, pelo menos, será uma oportunidade plenamente palpável: dar o sim ou o não à continuidade do Durão Barroso. Existe um risco em trazer esta questão para a ribalta das europeias: tal como José Sócrates, existirá a tuga-tentação de garantir o poiso a outro tuga, qual troca de favores.

16

Feb

Coesão à saída da crise

Se os Estados europeus conseguirem resistir à tentação proteccionista, estes e a Europa sairão desta crise mais rapidamente – dizem. Mas, mais importante do que isso – que acontecerá eventualmente -, a UE arrisca-se a sair mais coesa. É isso que indica a viragem das intenções na Irlanda, quanto à aprovação do Tratado de Lisboa, que, fiando na interpretação feita, ocorre devido à crise. É um fugir com o cauda entre as pernas, de volta ao conforto da mãe-UE, após um tempo de grande prosperidade que a Irlanda sozinha viveu.

Chamar, como estou a chamar a isto, um fortalecimento da coesão é arriscado. Pode-o ser apenas na aparência, se os Estados não aprenderem a lição que a Irlanda está a dar. Meses antes, a Islândia, que estava só, sucumbiu, refugiando-se no apoio de países da UE. A Irlanda, os irlandeses, perceberam que a prosperidade sem a união. É o exemplo clássico da exploração máxima dos benefícios que a UE pode providenciar aliado à tentativa de ignorar as contrapartidas e obrigações que daí advêm.

Se as alturas de crise estão cheias de oportunidades, a do fortalecimento da coesão é uma das que se apresenta à UE.

15

Feb

Deixou de ser uma questão de estilo

No relato feito já chegado ao consulado espanhol em São Paulo, e citado pela agência noticiosa Efe, Herrero diz ter sido abordado “por um homem à paisana que se identificou como polícia”, enquanto estava a tomar um café no hotel de Caracas em que se encontrava alojado: “Disse-me que deveria aguardar uma mensagem.”

Algum tempo depois, narra ainda o eurodeputado, “chegou outra pessoa, que se identificou como representante do Ministério dos Negócios Estrangeiros, acompanhado por uns seis ou oito polícias” que o “levaram pelos braços” e o enfiaram “à força numa carrinha”, sem lhe darem qualquer informação para onde o levavam.

À chegada ao aeroporto de Maiquetía, o veículo policial dirigiu-se para a pista, acabando Herrero por ser enfiado num avião da Varig com destino ao Brasil

Público

Escrevi aqui, está a fazer, mais dia menos dia, dois anos, que (e porque) compreendia a razão porque os venezuelanos votavam Chávez – e para esse (longo) post remeto.

Continuo a compreender, nesse aspecto, nada mudou, além das “evoluções” constitucionais que, por exemplo, conferem um maior poder ao chefe de Estado ou, como no que está nesta altura em causa, a perpetuação no poder da pessoa que for mais votada, através do fim do limite de mandatos. Tem traços de ditadura, de absolutismo, mas se o é ou não, verdadeiramente, a seu tempo se verá, mas não me parece que os venezuelanos estejam inconscientes das mudanças nesse sentido. O nível da qualidade de vida melhorou. Se o imperialismo colonial – territorial – já terminou há muito tempo, o imperialismo ainda perdurava, na economia, e limitava a evolução e o progresso desse país em particular. Houve alterações reais, benéficas, sentidas pelos venezuelanos, apesar da crise ter atenuado algumas delas. Mas sobre isso… remeto para o post que referi supra (de 2007) e para esta notícia do Público (parágrafo 6 a 10).

Mas o Chavez é hoje o que era no início. Essas alterações constituiram até uma afronta maior à UE e à “civilização ocidental” do que as outas alterações constitucionais, que são internas.

Também o seu estilo afronta mais do que essas alterações internas. Mas este episódio já ultrapassa uma questão de estilo. Convém, antes de mais, referir que um enviado da UE proferir aquelas afirmações, isoladamente, constituem só por si um incidente diplomático (bem mais grave, por sinal, do que um mero ‘por que no te callas?’).Mas a maneira, na linha do seu estilo, que Chávez optou por reagir é inadmissível e não poderá passar incólume à UE.

5

Feb

Os verdadeiros mártires

Depois da forma como os media e certa blogosfera tratou o assunto, porque não se vê semelhante insistência após estas notícias?

A U.N. spokesman says Hamas police in Gaza have seized thousands of blankets and food parcels meant for needy residents.

Spokesman Christopher Gunness says Hamas police raided a U.N. warehouse in Gaza City on Tuesday evening. He says police snatched 3,500 blankets and more than 400 food parcels.

International Herald Tribune, the global edition of the New York Times

Go figure.

22

Jan

Newseum

Apenas uma das 763 primeiras páginas de jornais de dia 21 de Janeiro.

Todas no Newseum. Aparentemente, todas com enorme destaque para o Obama.

Newseum | Today’s Front Pages | Gallery View.

via Twitter @ Scobleizer

20

Jan

Obama’s speech

Tag cloud do discurso do Obama na tomada de posse.

Imagem por emilychang

Já o texto do discurso – e que discurso! – pode ser encontrado aqui (newsweek), aqui (fox) ou aqui (washingtonpost).

Já o video pode ser visto aqui (rtp).

16

Jan

Thankyoujonstewart.com

«In The Daily Show’s January 5 “Strip Maul” segment, Jon Stewart did what few American television personalities have dared to do: he criticized Israel’s campaign against Gaza, making it clear that bombing will not bring peace for Israelis or Palestinians. He mocked the one-sided response of U.S. politicians by calling the Israeli-Palestinian conflict the “Mobius strip of issues because there’s only one side!” He’s sure to get thousands of complaints, so send Jon a letter of appreciation and then ask all your friends to watch this segment.»

«[...](1/4/09) Mayor Michael Bloomberg: Let me just phrase it for you – something that’ll bring it home. If you’re in your apartment and an emotionally disturbed person is banging on the door screaming “I am going to come through this door and kill you” – do you want us to respond with one police officer, which is proportional, or with all the resources at our command?

Jon: I guess it depends if I forced that guy to live in my hallway and make him go through check points every time he has to take a s**t

But then again by removing him by force – as long as you really believe that there will be no more crazy people left in New York – ok – but obviously it’s not the way the new year was supposed to start.  For more we go to Baby New Year.»

14

Jan

Posts ‘Na Mouche’

1. «Washing machine Twitters when clothes are done», no LA Times. A glimpse of the future?

«[...] thanks to Twitter text message alerts to his cellphone from his hacked washer, which he dubbed PiMPY3WASH. After some attention last week from various blogs, Rose’s washing machine now has 152 followers on Twitter — meaning every time he does laundry, 152 people hear about it.

One subscriber to PiMPY’s laundry feed is Whirlpool’s Twitter account. Brian Snyder, the company spokesman who oversees the appliance manufacturer’s social media accounts, reached out to Rose on YouTube after spotting the video. He said the company was “always looking for new ways to connect our appliances to the Internet.” [...]»

via Twitter @ today show

2. «Ten things every journalist should know in 2009», no Journalism.co.uk

«[...]3. That there is a difference between link journalism and ‘cut and paste’ journalism (akaplagiarism).

4. That your readers are smarter than you think. In fact, many are smarter than you - they know more than you do.[...]

via Twitter @ Paulo Querido

3. A minha mãe matava-se se soubesse disto, no a causa foi modificada (sobre o conflito de Gaza)

«[...] Mas o Daniel Oliveira não viu as coisas assim; se calhar não acredita que, ao contrário do Hamas, Israel tem muito a perder quando mata civis. Pareceu-me que o post do Daniel Oliveira, como aliás um sem número de outros posts, noticias e insinuações, subscrevem, trabalham ou exploram esta confusão, de que o modo de exercer a violência do Estado de Israel e do IDF é na essência idêntico ao do Hamas, que ambos têm os mesmos objectivos e partilham a mesma plataforma moral. “Terrorismo de estado”, é o que se diz, é o que se ouve.

Ora eu acho que o esforço de distinguir entre um acto de guerra e um acto de terrorismo tem um valor civilizacional importante (mesmo que a guerra seja injusta e o terrorismo compreensível), e, no meu entender, a IDF faz a guerra e o Hamas faz terrorismo. A dificuldade de estabelecer fronteiras entre estas duas formas de provocar a morte não é razão para que não se tente essa higiéne. [...]»

4. Quase nada é o que parece, no Sem Pénis Nem Inveja. Como a Teresa, muitos não saberão bem a história e não perceberão bem porque é que a Esmeralda foi entregue ao pai biológico. A Teresa ficou a saber e citou parte da história/explicação; e não é demais linkar.

5. Heróis, vilões e o ‘jornalismo de causas’ no Corta Fitas. Também sobre a Esmeralda, sumariza muito bem o que aconteceu.

«[...]Na contínua e persistente fuga à justiça de um casal que tinha indevidamente acolhido uma menina que no próximo dia 12 completará sete anos. Esmeralda, registada como filha de pai incógnito por uma brasileira então imigrante ilegal, foi entregue pela mãe ao casal Luís Gomes-Adelina Lagarto com três meses e 16 dias, a 28 de Maio de 2002.

Sucede que o pai da miúda tinha rosto e nome: Baltazar Nunes disponibilizou-se a fazer exames hematológicos comprovativos da paternidade, confirmada a 8 de Janeiro de 2003. Um mês depois, perfilhou Esmeralda.

Sublinho: isto aconteceu há seis anos.[...]»

6. We’re all Keynesians again, no Wall Street Journal

«[...]Keynesians were banished in the 1980s by Reaganomics but made a comeback years ago and again control U.S. levers of power. They argue that massive deficit spending by the federal government is the right policy for these times. Paul Krugman of the New York Times has asserted that the Great Depression lasted 10 years because the New Deal didn’t spend enough. Japan tried to spend its way out of its postbubble malaise in the 1990s but ended up with a mountain of debt and a “lost decade” of little or no economic growth. Nevertheless, the incoming Obama administration is promising close to a trillion dollars in fiscal stimulus, and the Bernanke Fed seems to believe the way to deal with a collapsed bubble is to reinflate it. That of course takes no account of how we got the bubble in the first place.[...]»

7. Twitter: prós e contras (em 140 caracteres ou menos), por Paulo Querido. Um must, para quem não conhece e quer conhecer o Twitter.

14

Jan

Surreal

[...]Mediterranean, it is a serene and picturesque place where residents of Sderot come to quietly enjoy nature. But in a nation obsessed with the glories of its latest military adventure, Parash Hill is now a place for Israelis to gather and watch the death unfold.

They come with binoculars. They bring their families and take pictures. They rationalize away the deaths of hundreds of children by reasoning that “when they grow up they’ll also probably be terrorists.” Its like the fourth of July, only instead of watching fireworks and listening to crappy instrumental music on the radio they watch with barely restrained jubilation as their neighbors are killed under a heavy military bombardment and ground forces continue to pour deeper into the Gaza Strip.[...]

Israeli Sightseers Flock to Border to Watch Gaza Killings | News From Antiwar.com.

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