4

Mar

The Anwser to the Machine is Elsewhere

Um curto texto académico (não jurídico) sobre propriedade intelectual (download aqui), entitulado ” Keep Looking: The Answer to the Machine is Elsewhere “, que aborda o falhanço da tentativa de aplicação de Technological Protection Measures (TPMs) [como o DRM, na música], uma série de misconceptions of digital media [e da argumentação do lobby que as procura impor], que sumarizam como:

• Keeping Honest Users Honest;

• You Can’t Compete with Free;

• Piracy is Killing Music;

• The Answer to the Machine is in the Machine;

abordando ainda:

Their more recent strategy has been to lobby governments to place new requirements upon Internet Service Providers to monitor their customers’ communications for evidence of infringement, blocking the transmission of infringing works and connections to infringing sites.

This would overturn ISPs’ status as “mere conduits” under the European Union E-Commerce Directive, and represent a massive invasion of users’ privacy.

Temática da privacidade que irei abordar na primeira crónica semanal ‘Avenida Desvaria’ no Avenida Central.

Nota: Clicar na imagem para ver maior.

19

Feb

Em 1999…

10

Feb

Investimento (des)Emprego

O distrito de Braga deverá contar, brevemente, com três mil de-sempregados a trabalhar/estagiar em instituições sem fins lucrativos. Cerca de 12 entidades sociais responderam já à iniciativa do Governo. Numa só semana, foram assinados 117 contratos de Emprego/Inserção e 20 estágios profissionais.

A nível nacional, prevê-se que 30 mil pessoas venham a beneficiar do programa Investimento Emprego, que, com uma suporte financeiro de 500 milhões de euros, prevê dar, sobretudo aos desempregados de longa duração, a hipótese de continuar a receber o subsídio de desemprego, acrescido de 20%, mas integrados no mercado de trabalho.

[...]

“Podem ser motoristas, trabalhar com idosos, tanta coisa. Cada entidade da área social verá onde precisa do apoio de mais um funcionário”, esclareceu ainda, revelando que os contratos têm a durabilidade de um ano e todas as condições legais.

JN

Aos recém-licenciados, é oferecido emprego não remunerado, estágios não remunerados. Para os recém-licenciados, a desculpa é a exigência de 2 anos de experiência de trabalho qualificado gratuito. Bem, o gratuito está implícito em todo o mercado de trabalho. Aos desempregados, oferece-se algo semelhante, mas com um twist. €500M do Estado para remunerar estas pessoas, desempregados de longa duração. Qual é a desculpa? Não perder contacto com o mercado de trabalho. Com o mercado de trabalho, imagine-se.

É lamentável que estejam a chamar a isto um retorno ao “mercado de trabalho”. É lamentável que organizações sem fins lucrativos estejam a enveredar por este esquema, que tantas (ou todas as?) organizações *com* fins lucrativos já vêm implementando há anos. É lamentável que estejam a fazer esta subversão do que de facto é, ou deve ser, puro voluntariado. É fabulosa a inevitabilidade destas organizações sem fins lucrativos irem ter de recusar pessoas que realmente querem trabalhar pro-bono.

Mas certamente que é melhor inserir pessoas no mercado de trabalho a desempenhar funções que não têm absolutamente nada a ver com as suas qualificações ou com o seu passado profissional. Certamente que isso irá resultar numa taxa de sucesso de 70%. Dados tão realistas como os dados sobre a melhoria da empregabilidade (remunerada, entenda-se) dos recém-licenciados.

Exactamente, qual é a diferença entre pagar o subsídio de desemprego acrescido de 20% a estas pessoas e realmente coloca-las numa empresa ou numa industría ou coloca-las em instituições sem fim lucrativo? Certamente que estas últimas darão um enorme kick-start à economia.

Mas o que vale é que tudo acabará bem. As pessoas têm a possibilidade de desempenhar funções desconexas das suas qualificações. As pessoas têm a possibilidade de beneficiar do subsídio de desemprego por mais um ano. As pessoas têm direito a férias e todas as regalias que advém de um contrato de trabalho (“segundo todas as condições legais”). Espera-se que a crise já esteja ultrapassada por essa altura.

Entretanto, o Estado assegura a contínua negligência de tratamento aos milhares de licenciados que saiem das universidades todos os anos. Garantindo-lhes vários anos de emprego não-remunerado. De nenhum contrato de trabalho. Apenas estágios ou contratos de trabalho temporários, que poucas ou nenhumas regalias legais têm. E para ajudar à festa, ainda lhes retira a possibilidade de aquisição de experiência através de estágios em inúmeras entidades que tantas vezes acabam por servir os recém-licenciados.

Eu compreendo que esta iniciativa do governo tenha muito de solidariedade social. Mas uma iniciativa chamada “Investimento Emprego” não pode ter uma mera função de solidariedade social. De facto, como é apresentada, tem um valor nulo para a economia e para a real empregabilidade destas pessoas. Mas o pior é a inoperância em relação aos recém-licenciados, que já dura bastantes anos e são muito mais do que 30 mil. Mas certamente que uma política que passa por subsidiar remunerar desempregados como se estivessem realmente empregados irá fomentar a procura de emprego. Certamente que as pessoas vão preferir um emprego remunerado a um desemprego comparavelmente bem remunerado e, sobretudo, com uma remuneração estável e de longuíssima duração.

Como diz o Paulo Baldaia no JN: «Despejar milhões numa economia endividada é como tratar a cirrose de um alcoólico com mais uma garrafa de vinho e outra de uísque». Facilmente se transpõe para este contexto.

16

Jan

Posts ‘Na Mouche’

1. Can Economists Be Trusted? no blogue Economix do NY Times.

In last week’s post I argued that the analytic structure through which economists behold the world is based on certain quasi-religious beliefs on the rationality of human beings and the efficiency of markets. These beliefs can blind economists to the foibles of the real world.

Matters are worse when, wittingly or unwittingly, economists infuse their analysis with their own (or a political client’s) preferred ideology.

2. O Twitter, o alexgamela e a RTPN (no twitter). Aqui (no blogue do Alexandre Gamela) e aqui, no Expresso ou no blogue do Paulo Querido. Também lá fora se reconhece (e se vai começando a reconhecer cada vez mais) o poder do twitter. Uma das primeiras fotos e um dos primeiros testemunhos do acidente de ontem aconteceu no Twitter. Os mainstream media foram batidos e serão quase sempre batidos. O caso em questão é o do utilizador do Twitter jkrums, que postou esta foto (clicar para ver maior)

3. Já não foi a primeira vez que este “fenómeno” aconteceu no Twitter, como já acontecia através de outras ferramentas antigamente (lembro-me, particularmente, do IRC e do 11/9), os jornalistas (não os media) começam a reparar no Twitter, como regista o Leonel Vicente no Certamente Que Sim!

14

Jan

Posts ‘Na Mouche’

1. «Washing machine Twitters when clothes are done», no LA Times. A glimpse of the future?

«[...] thanks to Twitter text message alerts to his cellphone from his hacked washer, which he dubbed PiMPY3WASH. After some attention last week from various blogs, Rose’s washing machine now has 152 followers on Twitter — meaning every time he does laundry, 152 people hear about it.

One subscriber to PiMPY’s laundry feed is Whirlpool’s Twitter account. Brian Snyder, the company spokesman who oversees the appliance manufacturer’s social media accounts, reached out to Rose on YouTube after spotting the video. He said the company was “always looking for new ways to connect our appliances to the Internet.” [...]»

via Twitter @ today show

2. «Ten things every journalist should know in 2009», no Journalism.co.uk

«[...]3. That there is a difference between link journalism and ‘cut and paste’ journalism (akaplagiarism).

4. That your readers are smarter than you think. In fact, many are smarter than you - they know more than you do.[...]

via Twitter @ Paulo Querido

3. A minha mãe matava-se se soubesse disto, no a causa foi modificada (sobre o conflito de Gaza)

«[...] Mas o Daniel Oliveira não viu as coisas assim; se calhar não acredita que, ao contrário do Hamas, Israel tem muito a perder quando mata civis. Pareceu-me que o post do Daniel Oliveira, como aliás um sem número de outros posts, noticias e insinuações, subscrevem, trabalham ou exploram esta confusão, de que o modo de exercer a violência do Estado de Israel e do IDF é na essência idêntico ao do Hamas, que ambos têm os mesmos objectivos e partilham a mesma plataforma moral. “Terrorismo de estado”, é o que se diz, é o que se ouve.

Ora eu acho que o esforço de distinguir entre um acto de guerra e um acto de terrorismo tem um valor civilizacional importante (mesmo que a guerra seja injusta e o terrorismo compreensível), e, no meu entender, a IDF faz a guerra e o Hamas faz terrorismo. A dificuldade de estabelecer fronteiras entre estas duas formas de provocar a morte não é razão para que não se tente essa higiéne. [...]»

4. Quase nada é o que parece, no Sem Pénis Nem Inveja. Como a Teresa, muitos não saberão bem a história e não perceberão bem porque é que a Esmeralda foi entregue ao pai biológico. A Teresa ficou a saber e citou parte da história/explicação; e não é demais linkar.

5. Heróis, vilões e o ‘jornalismo de causas’ no Corta Fitas. Também sobre a Esmeralda, sumariza muito bem o que aconteceu.

«[...]Na contínua e persistente fuga à justiça de um casal que tinha indevidamente acolhido uma menina que no próximo dia 12 completará sete anos. Esmeralda, registada como filha de pai incógnito por uma brasileira então imigrante ilegal, foi entregue pela mãe ao casal Luís Gomes-Adelina Lagarto com três meses e 16 dias, a 28 de Maio de 2002.

Sucede que o pai da miúda tinha rosto e nome: Baltazar Nunes disponibilizou-se a fazer exames hematológicos comprovativos da paternidade, confirmada a 8 de Janeiro de 2003. Um mês depois, perfilhou Esmeralda.

Sublinho: isto aconteceu há seis anos.[...]»

6. We’re all Keynesians again, no Wall Street Journal

«[...]Keynesians were banished in the 1980s by Reaganomics but made a comeback years ago and again control U.S. levers of power. They argue that massive deficit spending by the federal government is the right policy for these times. Paul Krugman of the New York Times has asserted that the Great Depression lasted 10 years because the New Deal didn’t spend enough. Japan tried to spend its way out of its postbubble malaise in the 1990s but ended up with a mountain of debt and a “lost decade” of little or no economic growth. Nevertheless, the incoming Obama administration is promising close to a trillion dollars in fiscal stimulus, and the Bernanke Fed seems to believe the way to deal with a collapsed bubble is to reinflate it. That of course takes no account of how we got the bubble in the first place.[...]»

7. Twitter: prós e contras (em 140 caracteres ou menos), por Paulo Querido. Um must, para quem não conhece e quer conhecer o Twitter.

6

Jan

Security economics e spam

Ross Anderson: We understand the dynamics of bugs and vulnerabilities fairly well now from an economic point of view. We know, first of all, that the vendors don’t have a proper incentive to ship good quality software, because the vendors don’t pay the cost of failure; we do. That’s something that the car industry took two generations to fix. It took litigation from 1917 to about 1965 to establish the principle in America that the car maker is responsible for design errors. Before that, the car makers just said: “So you got run into by a car, and you got hurt – sue the driver, and let him sue the person he bought the car from if he thinks the car was defective.” And so on, back through the chain. Breaking that, and establishing vendor liability, took a whole human lifetime after the car was invented. It’s going to be a similarly big task in software.

[...]

RA: Hotmail isn’t that bad, but you could think of one or two of the big British ISPs, that I won’t name for libel reasons. If you send mail to abuse@ one of these companies dot com, nobody will read it. You might as well complain to the spammer himself, for all the good it will do.

So the proposal that we have [Anderson recently completed a report for the European Network and Information Security Agency], is that if you complain to abuse@ somebody or other dot com, and more than three hours after that, you get more phish or spam from the same infected machine, then you should have a legal right to claim €10 from them. No need to prove malice, no need to prove actual damage, just “here’s the bill”. A similar scheme has largely sorted out late flights, cancellations and overbookings among cheap airlines in Europe, because now you get €250 EasyJet or Ryanair bump you off the flight to Barcelona. You don’t have to produce a whole bundle of hotel bills and car rental vouchers and argue the toss, you just send them the bill. If they don’t pay, you go to the county court, and if they still don’t pay, you get the bailiffs to go and collect – believe me, I’ve done it!

Once you can do that to your ISP, they will all of a sudden find that it’s in their best interests to act as the small to medium ISPs do. The kit that you need to firewall machines only costs a couple of hundred grand, and that’s nothing to a big ISP. It’s just a matter of them making the effort, and having the incentive.

Security and your mother’s Linux box | News | TechRadar UK.

20

Nov

O que uns não sabem

As diferenças culturais aplicadas à economia, numa altura de crise.

Tem-se falado na quase-falência de algumas indústrias, a automóvel em particular.

Se estão em situação de quase-falência isso implicará uma gestão deficiente em tempos de bonança. Mas independentemente disso:

Fechar fábricas e despedir, ou fechar fábricas e manter e ensinar e treinar a sua workforce que se quer qualificada e experiente?

American way vs Japanese way. O Tuga way  não é excepção à “norma” americana.

(more…)

18

Nov

Eficiência Energética? #2

How Floating ‘Energy Islands’ Could Power the Future

«The ocean harbors abundant energy in the form of wind, waves and sun. All of these could be sampled on something called an Energy Island: a floating rig that drills for renewables instead of petroleum.

The concept is the brainchild of inventor Dominic Michaelis. He was originally unsatisfied with

 the slow progress in developing ocean thermal energy conversion (OTEC), a process in which cold water is pumped up from the deep ocean to generate electricity.

“Nothing new was happening with OTEC, so I thought why not bring other marine energy technologies on board?” Michaelis said.

The Energy Island that he and his son have designed would have an OTEC plant at its center, but spread across the 2,000-foot-wide (600-meter-wide) platform would also be wind turbines and solar collectors. Additionally, wave energy converters and sea current turbines would capture energy from water moving around the structure.

One of these hexagonally-shaped islands could generate 250 megawatts (enough power for a small city), Michaelis said. Even more power is possible by mooring together several Energy Islands into a small archipelago that could include greenhouses for food, a small harbor for ships and a hotel for tourists.»

(artig completo no) LiveScience

Por mais ‘conceptual’ (ou caro) que seja, é através destas ideias que se avança.

O outro post sobre isto, postei-o em Julho: Eficiência Energética? #1

2

Nov

Rescue Plan

No The Big Picture.

Edit:

Este post já estava agendado, mas calhou mesmo bem, no dia em que o Governo anunciou a (proposta de) nacionalização do BPN.

Nacionalização que, quer seja correcta/necessária ou não, coisa sobre a qual não faço ideia (e tenho sérias dúvidas de que muitos dos que se têm pronunciado, pela blogosfera fora, saibam alguma coisa, por maior (pseudo-)autoridade que introduzam no seu discurso), tem a si inerentes certos prós e certos contras. Faça ao panorama actual, é impossível deixar de lhe colar este contra.

30

Oct

Halloween #2

No Center for American Progress.

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