7

Nov

Bolsos fundos

Custos operacionais:
Custos com salários:
Benfica: 27.215 milhões de euros
F.C. Porto: 38.700 euros
Sporting: 19.863 euros

Maisfutebol – Superliga – Notícia.

Já me recordo de ver números do género noutros anos. Particularmente no ano em que o Porto ganhou a Champions e, para além dessas receitas, ainda teve receitas brutais com jogadores.

Na altura, o lucro final foi de uns “míseros” 20 milhões de euros. Impressionante, tendo em conta que saíram, nessa altura, jogadores como Ricardo Carvalho, Deco ou Paulo Ferreira (entre outros) por valores altíssimos.

Mas é impossível (ou insustentável) que um clube português tenha semelhantes custos e custos tão acima dos outros clubes (e geralmente até se diz que o Benfica gasta muito…). Claro que depois surgem notícias relacionadas com prémios aos administradores da SAD. No dia em que o Pinto da Costa sair e uma direcção que não lhe tenha alguma afinidade lá entrar é que se vai descobrir o desfalque.

21

Oct

Olhos, uma evolução excepcional

Fez-se luz. Aquilo que praticamente todos os outros desportos já há muito perceberam e aquilo que já toda a gente sabia, foi finalmente percebido por alguém com o poder para mudar as coisas.

«A arbitragem não se altera, uma vez que é o árbitro principal que continua a decidir», começou por referir Platini, numa entrevista à France Football, a publicar esta terça-feira. «Existem mais dois pares de olhos e, por exemplo, pode ver-se se a bola entra ou não na baliza», prosseguiu o actual homem forte do organismo que rege o futebol europeu.

Posto isto, é certo que Platini vai enviar para a FIFA relatório muito positivo sobre o assunto: «Será uma evolução excepcional.»

A Bola

16

Oct

E o burro era eu…

28

Aug

Karma is a bitch

Depois de terem acabado o campeonato com 10-15 pontos a mais do que aqueles pelos quais lutaram e teriam “justamente” ganho em campo, porque será que não tenho assim muita peninha do Vitória? Though luck, hey?

3

Aug

Transmissões televisivas de futebol

Não o escrevi mas também o penso e subscrevo por inteiro:

«Caro director-geral da TVI, José Eduardo Moniz, tendo em conta a recente atribuição da transmissão do Campeonato Português de Futebol à RTP, e tendo em conta a sua preocupação repentina e curiosa com os Portugueses, fique vossa excelência sabendo que não há um único amante de futebol no país que não tenha festejado efusivamente este feito.

As transmissões de futebol na TVI são deploráveis, os comentadores são péssimos, muito pouco isentos e havia imensa gente que inclusivamente preferia ver os jogos sem som, e isto vindo de apoiantes de vários clubes.»

Ruimoura.net

25

Jul

A Confirmação de Freitas

Eu já estava convencido, desde o início – como escrevi aqui -, que seria assim, mas o parecer do Freitas do Amaral vem agora confirmá-lo:

«Esta atitude constitui um comportamento que ofende o princípio do Estado de Direito Democrático (Constituição, art. 2º) e o princípio constitucional da imparcialidade no exercício de funções públicas (art. 266º, nº2); viola os deveres legais de isenção e imparcialidade, entre os quais o dever de ser o próprio indivíduo a autodeclarar-se impedido antes que outros o façam perante o seu silêncio, ou a dar conhecimento aos demais membros do órgão colegial de que existe um requerimento no sentido de o declarar impedido (CPA, artºs. 44º e segs.); e, no caso de se verificar tal situação de impedimento, a mesma acarreta, nos termos da lei, a consequência de que a “omissão do dever de comunicação [das situações de impedimento de quem está impedido] constitui falta grave para efeitos disciplinares” (CPA, art. 51º, nº2)» (página 115)


«Sendo assim, o despacho do presidente do CJ estava ferido de nulidade, por usurpação de poder; por seu lado, o dr. João Abreu actuou licitamente ao recusar-se a acatar uma decisão que, sendo nula, não produzia quaisquer efeitos, não sendo obrigatória para ninguém» (página 116)


«Quanto aos 40 minutos de alguma tensão e ao encerramento antecipado da reunião
-
Não houve qualquer tumulto que pudesse levar a considerar a reunião, nesta fase, como ¿reunião tumultuosa¿(CPA, art. 133º, nº2, al g)). Aliás, se o presidente do CJ assim o entendesse, deveria tê-lo feito mencionar na acta, o que não fez;
-
Não ocorreu, neste período, qualquer “circunstância excepcional” que pudesse justificar o encerramento antecipado da reunião (CPA, art. 14º, nº3) (página 117)


«Considero que a decisão de encerramento tomada pelo presidente do CJ foi um “acto nulo e de nenhum efeito”, em virtude das seguintes ilegalidade que o viciam;


? Violação do princípio do Estado de Direito Democrático (Const., Art.2º);
? Violação do princípio constitucional da proporcionalidade (Const., art. 266º, nº2);
? E falta, na decisão, de um elemento essencial do acto administrativo ¿ o fim legal de interesse público. Houve, ali, uma ilegalidade evidente e muito grave: o vício de desvio de poder, que consiste no uso de um poder público para fins de interesse privado);
? A sanção legal estabelecida para os actos administrativos a que falte um elemento essencial, neste caso um fim público, é a da nulidade (CPA, art. 133º, nº1);
- Para além de a decisão ter sido nula ¿ e, como tal, ineficaz e não obrigatória para ninguém ¿
é de admitir que ela possa configurar o ilícito tipificado como ¿abuso de poder¿ no artigo 382º do matéria que não é da minha FPF que solicite a atenção República para o assunto (página 120)


«Por último, não posso deixar de chamar a atenção para o temível precedente que constituiria legitimar a conduta do presidente de um órgão colegial que, só para defesa do seu prestígio e para manter o seu cargo, bem como para não perder votações quando está em minoria, encerra antecipadamente as reuniões sem marcar as seguintes, impedindo assim o debate e a votação de propostas de que discorda.»

Entretanto, o circo continua:

«José Guilherme Aguiar, embora “desconheça o conteúdo do parecer”, considerou que a argumentação de Freitas do Amaral deve ser muito “fantasiosa”»

5

Jul

O condutor de domingo e o desespero

13

Jun

Equívocos e precipitações

1. A UEFA não decidiu absolutamente nada.

The Appeals Body decided, in the light of new evidence submitted in relation to domestic Portuguese appeals procedures, to refer the matter back to the Control and Disciplinary Body for reassessment.

Não obstante o que dizem os títulos dos jornais e telejornais, apenas adiou a decisão; nem tãopouco, do que se percebeu, deu razão a qualquer argumento do Porto, porque nem sequer os avaliou. Limitou-se a dizer que devia ter sido ouvidos dois clubes que não foram ouvidos e que a questão do trânsito em julgado tem de ser resolvida, face aos argumentos trazidos pelo Porto.

Questão que é muito simples. Não recorreu. Deixou passar o prazo. Logo, transitou, na perfeita normalidade do Direito. A única dúvida é quanto às eventuais nulidades (das escutas) mas à partida, sanam-se, com a ausência de recurso.

É muito mais duvidosa a teoria de que o recurso do Pinto da Costa aproveita ao Porto. Muitíssimo mais. De longe. A tese de que existe trânsito em julgado quando uma parte deixa passar o prazo para recorrer é bem mais lógica, razoável, sensata e expectável; do que uma tese que pretende dizer que é possível deixar passar todos os prazos para recorrer de uma decisão (de direito) e afirmar, publicamente, até com ar gozão, a convicção e intenção de deixar passar esse prazo de recurso (de facto).

Mas abra-se lá o champagne
.

PS: Não se esqueçam que a teoria actual, do FCP, implica, obviamente, a perda de pontos na próxima época. Mas se por mero (e remoto) acaso o Porto se safar na UEFA, não faltará gente a fazer luz sobre isso.

PS2: Também anda gente convencida que a decisão da UEFA depende da decisão da FPF… isso também só acontecerá se se considerar que a decisão não transitou em julgado, senão é perfeitamente indiferente. Não deixa de ser surpreendente – e comparável à euforia das pré-épocas benfiquistas – tão inusitado optimismo. Até é mais do que optimismo, chega a ser uma confiança cega…

2. Ao contrário da maioria das pessoas, estou-me a cagar para o “momento do anúncio” da ida de Scolari para o Chelsea. E o argumento dessas pessoas passa por ter sido “antes do fim do Euro”; e que afectará a motivação do treinador; assim como a dos jogadores. Ora bem, para os mais distraídos, o Van Basten já está certinho no Ajax há largos meses. Deu, ele e os jogadores, 3-0 à campeã mundial e 4-1 à vice-campeã mundial. Tenho dito.

Mais, acredito, sinceramente, que o momento tenha sido deliberadamente pensado por Scolari, como foi veículado por um assessor. Porquê? Muito simples. Subitamente, e especialmente numa altura em que há uma folga de “obrigação” de ganhar por uns bons dias extra, deixou-se de falar da ineficácia do Nuno Gomes, da forma intermitente do Ronaldo, do jogo ofensivo deficiente do Paulo Ferreira, na esquerda, da insegurança do Ricardo, principalmente nas bolas altas e cruzamentos, entre outras coisas. Estratégia recorrente, nos últimos anos, e na qual muitos jornalistas (e comentadores) juraram não voltar a cair. Vê-se. Estou longe de ser o seu maior fã, mas o Scolari é genial nestas coisas.

PS: convém não esquecer que é praticamente requisito indispensável que o selecionador nacional tenha bigode. Desde Queiroz (pelo menos!) que é assim e o único que não foi, na sua segunda passagem, foi o António Oliveira… em 2002 e foi muito bonito o que se passou. Se não tiver bigode… meta-se uma cláusula. ;)

5

Jun

A arrogância e a incompetência saem caras

Voltando um bocadinho atrás, a SAD do Porto decidiu não recorrer. Não foi por receio de perder pontos no próxima época, como alguns afiançam. Decidiu. Pronto. Foi um acto de pura arrogância.

Claro que agora, em desespero, dizem que o recurso do Presidente aproveitará à SAD, dizendo também agora que só não recorreram para não perderem os 6 pontos na próxima época. Será? Não recorreram, passou o prazo. O desespero não lhes permite perceber que, se pretendem que o recurso aproveite à SAD (vamos entrar, também, na fantasia), então isso significará que, potencialmente, perderão os 6 pontos na próxima época. Já alguém os avisou dessa contradição?
Claro que também dizem, agora, que terá sido essa afinal essa a única razão porque não recorreram, em nome da SAD.

Diz também o Pinto da Costa que tem a certeza absoluta que vai ganhar na Federação e que vai ganhar na UEFA. Tanta certeza, tantos pareceres de ilustres juristas, mas afinal, porque razão tinham então receio de perder os 6 pontos na próxima época? Se existe a certeza de que vão ganhar em todas essas instâncias, porque não recorreram? Contradições… Desespero.

Também me parece evidente que a UEFA não anda a dormir e se apercebe perfeitamente, porque se tratam de declarações públicas, de que a decisão do Conselho Disciplinar da Liga é definitiva e que não houve recurso nenhum e que esse prazo já passou.

PS: Até o Miguel Sousa Tavares já abriu os olhos e já declarou que não irá votar no Pinto da Costa nas próximas eleições, porque apesar de apontarem o dedo ao Benfica (ainda não percebi esta) e ao Ricardo Costa (Liga), foi a SAD e os seus dirigentes que decidiram, de livre vontade, não recorrer e até fizeram um anúncio de tal vontade cheio de pompa e circunstância.

17

Apr

País adiado

«Partidos adiam Assembleia Municipal para ver o V. Guimarães»

Nem é preciso dizer nada.

Também hoje uma colega minha tentou ir a uma biblioteca da Escola de Direito… estava fechada o dia todo porque havia uma qualquer «reunião», disseram na Secretaria.

De pequenas em pequenas coisas…

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