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	<title>Oh Não! &#187; Literatura</title>
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		<title>A Minha Andorinha</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Jan 2007 15:50:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Sousa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[de Miguel Esteves Cardoso.«Nunca é bom sinal começar a reparar nos passarinhos. Mas as andorinhas são um caso especial. Há ali uma identidade trocada qualquer; a tinta-da-china, que pareceu gatafunho a quem tinha tempo para perder com complicações de uma só cor: preto, branco e azul. E cada preto, cada branco e cada azul, claro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.cdgo.com/capas/c_3388163.jpg"  rel="lightbox[roadtrip]"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 150px;" src="http://www.cdgo.com/capas/c_3388163.jpg" alt="" border="0" /></a>de Miguel Esteves Cardoso.<br />«<span style="font-style: italic;">Nunca é bom sinal começar a reparar nos passarinhos. Mas as andorinhas são um caso especial. Há ali uma identidade trocada qualquer; a tinta-da-china, que pareceu gatafunho a quem tinha tempo para perder com complicações de uma só cor: preto, branco e azul. E cada preto, cada branco e cada azul, claro ou escuro ou cinzento, conforme a andorinha no momento em que a vê — e quando se diz, sempre muito antes de se ver. Faz o quê? Voa.</span><br /><span style="font-style: italic;">Voa apesar de tudo. E, apesar de tudo, voa</span>».</p>
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		<title>Ainda sobre o MEC&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Jan 2007 14:30:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Sousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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		<description><![CDATA[Elogio ao amor (Miguel Esteves Cardoso &#8211; Expresso) «Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;"><span style="font-weight: bold;">Elogio ao amor (Miguel Esteves Cardoso &#8211; Expresso)</span></div>
<p>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-style: italic;">«Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.</span></p>
<p><span style="font-style: italic;">O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão alimesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.</span></p>
<p><span style="font-style: italic;">Hoje em dia aspessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em &#8220;diálogo&#8221;. O amor passou a ser passívelde ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios.Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia serdesmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam &#8220;praticamente&#8221; apaixonadas.</span></p>
<p><span style="font-style: italic;">Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amorcego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há,estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, sãouma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do &#8220;tá bem, tudo bem&#8221;, tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?</span></p>
<p><span style="font-style: italic;">O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nascostas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida,o nosso &#8220;dá lá um jeitinho sentimental&#8221;. Odeio esta mania contemporânea porsopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amorfechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor éamor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como nãopode. Tanto faz. É uma questão de azar.</span></p>
<p><span style="font-style: italic;">O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A &#8220;vidinha&#8221; é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio,não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não sepercebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor éa nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.</span></p>
<p><span style="font-style: italic;">O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe.Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha &#8211; é o nosso amor, o amorque se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado,viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se podeceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.»</span></div>
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		<title>Delicioso</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Dec 2006 14:22:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Sousa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Excelente entrevista a Miguel Esteves Cardoso. Excerto: Tens algum mecanismo de auto-avaliação para dizer “isto não presta”?Sim, sim. Toda a gente tem. Mesmo no seu auge, uma pessoa entrega, no máximo dos máximos, uma crónica boa, sabendo que a seguinte vai ser uma merda, e a seguinte também, e a seguinte também. Ou seja, uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://morel.weblog.com.pt/2006/12/entrevista_com_miguel_esteves.html">Excelente entrevista a Miguel Esteves Cardoso.</a></p>
<p>Excerto:</p>
<p><span style="font-weight: bold; font-style: italic;">Tens algum mecanismo de auto-avaliação para dizer “isto não presta”?</span><br /><span style="font-style: italic;">Sim, sim. Toda a gente tem. Mesmo no seu auge, uma pessoa entrega, no máximo dos máximos, uma crónica boa, sabendo que a seguinte vai ser uma merda, e a seguinte também, e a seguinte também. Ou seja, uma crónica boa em cada quatro. Estou a falar a sério. Já cheguei a pensar que a sequência média era: crónica boa, merda, crónica boa, merda. Mas não é. E se por acaso fizeres duas crónica boas, intervaladas com uma de merda, logo a seguir tens merda, merda, merda, merda, merda.<br /></span>
<div style="text-align: right;"><span style="font-size:78%;"><a href="http://morel.weblog.com.pt/">morel.weblog.com.pt</a></span></div>
<p><span style="font-style: italic;"></span></p>
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